Segunda-feira, Julho 06, 2009

Zomba, zumbi.

Nada contra o gordinho. Selton Mello pode até estampar cartazes de oito filmes ao mesmo tempo. Mas por Tupã, mude de expressão de um pra outro. O meio sorriso boboca não é idêntico nos dois posters? Aliás, ambas as peças não são, na prática, iguais?





Nos dois cartazes, SM aparece com o torso inclinado, quase um flip horizontal entre um e outro. O braço também enlaça a atriz ao lado. A fonte dos cartazes, assim como a cor, é a mesma. A disposição dos nomes também. Já viram como se faz rapadura? O melaço de cana é colocado numas formas rudimentares, como se fossem tijolos. Depois de seco, a forma é retirada e os bloquinhos emergem, uniformes como um exército. Será que na produtora eles têm uma fórmula parecida?

Sábado, Julho 04, 2009

Mexicons

Droodles são piadas gráficas minimalistas. Droodles podem ser muitas coisas. Esse cara explica melhor, vejam lá na Wiki mais tarde.

O Droodle clássico do Roger Price, inventor da brincadeira, era um mexicano fritando um ovo numa frigideira. O que se via do desenho era o círculo do sombrero, o cabo da frigideira e dois círculos concêntricos, para formar o ovo. Vistos assim, "de cima", era só um amontoado de círculos. A piada vinha justamente da explicação do desenho. Fez e ainda faz um enorme sucesso esse tipo de jogo, digamos dessa forma.

Aí bolei toda uma nova série de desenhos inspirados nos sombreros vistos de cima, que chamei de Mexicons. Aqui coloquei três deles apenas. Depois faço mais, se gostarem. Eu gostei! A "explicação" do desenhos está escrita abaixo, em letras brancas sobre fundo branco. Para ver o que é, basta selecionar com o mouse, ok?



>Um mexicano em posição de sentido, saudando a gloriosa bandeira da República del México, hasteada num mastro bem à sua frente.




>Um tubarão acabando de devorar um pobre mexicano, que estava em Acapulco tomando sol na beira da praia.



>Um mexicano suicida, no topo da quina do prédio. Abaixo, três bombeiros - também mexicanos, é claro - esperam o infeliz com uma cama elástica.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Modelagem

Como todos sabem, adoro criticar e dar palpite. O que dizer desse texto, tirado de um conhecido portal de notícias....



Peraí, peraí. Essa moça tão bonita é escultora? E ela trabalha com argila? Ou esse trabalho com modelagem é em CGI? Então a Weta deveria contratá-la, puxa, nerds bonitas e gostosas são raras!

Neologismo tem limite. E o único diploma necessário para saber escrever bem é o diploma de doutor do ABC, que todo mundo conseguiu na alfabetização. Obviamente, esse redator cabulou o prezinho.

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Flapjack

Desenho rápido para a revista Conterrâneos, editada pelo Banco do Nordeste. Trata sobre a produção de HQs nos Estados calcinados da parte Norte/Leste do Brasil, ora vejam. Já que eu estava ali do lado mesmo, tem uma matéria sobre o Chibata! também. Quando estiver tudo pronto coloco aqui.



Twitter estepe

Só tenho acesso ao Twitter à noite, entre as sete e uma da manhã. Problemas com a condicional, é complicado explicar. O fato é que perco boa parte daquilo que fez o Twitter atraente: a simultâneidade. Quando vou checar o que rolou (falar no passado sobre o Twitter é estranhíssimo, já que ele vive do agora), tenho dezenas de twitts acumulados. O primeiro da lista já está tão desatualizado, que voltar ao assunto horas depois é tão sem noção como comentar as últimas novidades sobre o Vaticano II, o concílio muito louco de João XXIII. Viu?

Isso aqui é o que eu gostaria de postar, se estivesse com o Twitter ligado:

Flapjack. O mesmo humor nonsense que consagrou Bob Esponja. Talvez mais. Passa no CartoonNetwork. De nada, de nada.

É difícil achar dois times que eu deteste mais: Internacional e Corínthians. Um combinado dos dois poderia jogar contra o time do Inferno. Sabe pra quem eu iria torcer? GO SATAN, GO!

Ô TIO! EVITA CURURU PURURUCA! TIVE OITO! Palíndromos.

Arrozinho, futebolzinho, cervejinha, vinhozinho. Ô mania besta de diminutivo! Daí o nosso senadozinho, empreguinho, caminhadinha, sexozinho...

É FODA! PAPADO: FÉ. Palíndromos.

Bem-vinda Honduras/ Ao rol das Ditaduras./ Tão original, tão fascista:/ Já prendeu um desenhista.

Segunda-feira, Junho 29, 2009

O doido da rua

Vocês devem se lembrar dessa passagem do filme Mary Poppins. Em frente à casa da babá que mascava cogumelos no chá da tarde, havia a mansão de um veterano de guerra que tinha em seu telhado, uma réplica de um convés de navio. Ele instalara mastros, balaustradas, timão e... um canhão. O velho maluco disparava o canhão de hora em hora, como um Big Ben flatulento.

Eu queria ser esse velho doido. Eu sempre quis ter sabe o quê? Uma buzina para nevoeiros! Algo discreto assim:

Trombeta

Ninguém ia entender nada. Eu poderia colocar a trombeta no topo do meu prédio e controlá-la remotamente. Tarde da noite, anunciaria aos meus vizinhos e aos municípios próximos que sua reverendíssima estaria indo se recolher - tipo às três da manhã, não importa. Ao acordar, outro estardalhante soar da buzina. Minha atitude errática causaria aflições e ansiedades. Pelo menos duas vezes por dia, sem aviso, a tuba do inferno poderia se fazer ouvir estrondosa, assustando a todos e gerando um coro de gritinhos agudos e estalidos de pratos quebrando. Presumo que nem sequer o Apocalipse seria anunciado de forma tão pouco discreta. As pessoas mesmo ficariam aliviadas com a chegada do Apocalipse, pois as trombetas dos anjos só tocariam uma vez, e nunca mais.

ARQUITETURAIS

O fim de semana foi bem legal. Passeios arquitetônicos megaculturais, bebedeiras pandêmicas e orgias com putas caras. Ok, um desses três é mentira, deixarei o suspense no ar. Mas vejam essas duas fotos:


Laje nervurada! Por que escondê-las? Quando for feito o acabamento final, esse sensacional padrão em colméia será ocultado pelo forro de gesso. Mas com os diabos! Não dá pra incorporar no projeto a beleza da forma pura arquitetetural, junto com uma disposição mais inteligente - e econômica - dos eletrodutos e cabeamentos?


Vocês não detestam legendas óbvias? Certos portais de notícias escreveriam o seguinte: Lua aparece sobre prédio na região da Aldeota. Pois é. Meu texto seria melhor, olha só: Tribunal superfaturado custou o mesmo que sete Projetos Apollo, que levou o homem à Lua. Foto-denúncia é isso aí.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Liquidificador

Bate-papo com a Karine Alexandrino, para seu programa Liquidificador da TV União. O convite veio também para outros três desenhistas cearenses, e foi muito divertido participar. De quebra, um jabazinho: fiz meu comercial sobre o Chibata!, lógico.

O programa foi ao ar quarta feira, dia 24 de junho de 2009.

Aqui a primeira parte...



...e a segunda.

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Pornografia panfletária



Pensei putaria, porém, perdeu-se porta para publicidade. Patavivas! Peguei potranca pujante, peitos pálidos, pés pequenos, pernas perfeitas! Pau pelo período! Porra, puta passou parada perigosa! Perdi parte prepúcio! Pensei perder potência... Passei por pontes, pilastras, plantações, pantanais. Pan prevaleceu. Papei piranha por ponto, precisamente! Parti pra portentosa Paulinha, preciosa pelega perto Pelotas. Pegação! Partiu-se pau, pense puta pesada! Pontos, parafusos, pregos: pau pronto! Puxa! Por pouco! Peguei piroga Pará, passei por Pernambuco, perdi peso Paraíba, pernoitei Paraná. Passando Paranaguá, piroca pede puta. Procurei puteiro por perto. Pencas pervertidas! Paguei peguete pequenininha, pomba pelas pampas! Pintou polícia! Puta ppubescente, pensei pouco! Putz! Peguei pena paralela, pentear pantera picadeiro. Passou-se. Poderia passar pacífico, porém, pica pouco prudente. Procurei portanto, priquito por prestação. Parei perto praça, percebi putinha parada. Passei-lhe pomba! Palhaçada! Pensei pupila, peguei pacosa! Peraí! Perobão puto, pegou próprio pau preto, passou-me pinceladas! Prostei-me! Procurei paramédicos para pontuarem pregas pobre poupança. Perversões? Parei. Passei pra punheta!