
A Sala da Injustiça
Enquanto isso, na Sala da Injustiça, o Super-Chapado tenta entabular uma conversa com o Homem-Sem-Noção. Num canto da sala, através de uma vídeo-conferência, a Mulher-M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a combina um encontro com o Flash, que está no outro lado do mundo. Quando finalmente ela cai na conversa mole dele e diz sim, o sujeito já está batendo na porta com um ramalhete de flores e uma caixa de bombons Garoto. Chegando da rua e lendo o Clarín Diario, estava o Hombre-Araña, entretido agora com a página de esportes enquanto traça uma traça.
Eis que a paz é interrompida e nossos heróis são chamados pro trampo, através da hot-line que pisca insistentemente. O Flash é o primeiro a se mandar, por questões de preguiça e royalties. A líder da tropa, a Mulher-M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a atende o telefone. É o delegado Bastião, o contato do grupo. A chefatura recebera há pouco uma ligação do CCCP - Comando de Caça aos Canas e Policiais - desafiando os guardas a tentar prendê-los. Deram até um endereço, se não tivessem medo, que fossem lá. O delegado Bastião ganhava uma ponta por passar essas dicas, decorrente da grana da venda de camisetas com os heróis. Quanto mais o grupo prendesse bandidos, mas famoso ficava e mais camisetas vendia.
Partiram em desabalada carreira no Corcel II do Super-Chapado. Antigamente o grupo tinha uma blazer blindada, mas o S-C a vendera para poder alimentar seus poderes. Chegaram ao local do encontro, uma joalheria no centro da cidade, mas não havia ninguém. A vidraça estava quebrada e algumas jóias sumiram. Dentro da vitrine, no que parecia ser uma etiqueta de preço, havia um bilhete. No bilhete estava escrito: Je je je. Nisso, uma batida policial! Era uma cilada! Todo mundo em cana! O delegado Bastião aparentemente traíra o grupo.
Pegos com a mão na massa, nossos heróis foram acusados de fomentar a onda de crimes que assolava a cidade, agindo impunemente sob o disfarce de protetores da lei. O golpe perfeito. No xadrez, tentavam entender o que se passara. O Homem-Sem-Noção era rábula e já havia perambulado por alguns fóruns como advogado free-lancer. Elaborou a seguinte teoria: incas venusianos tomaram o corpo do delegado, que agiu contra a sua vontade. Depois de darem uma sova no H-S-N, o grupo se concentrou na única pista que havia, o tal bilhetinho.
Entrementes, chega um advogado de verdade - de terno e tudo - e manda soltar o Hombre-Araña, pois os pais dele eram ricos e tinham até um haras. O H-A dá o fora e deixa seus amigos mortos de inveja por serem duros. Aí a Mulher-M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a se tocou e a ficha caiu: o Hombre-Araña bolou tudo!
As coisas se encaixavam agora. o H-A ligou pro delegado dando a dica, provavelmente enquanto arrombava a joalheria. Voltou ao QG na maior cara de pau e esperou a engrenagem girar. Ainda teve tempo de deixar um bilhetinho no local do crime, escrito onomatopeicamente em espanhol, já que J tem som de R. O desgraçado se ria dos heróis!
O Hombre-Araña queria uma carreira solo, e procurou destruir a carreira dos amigos para poder se tornar o único herói em ação na cidade. Mas os outros não iam deixar barato! Será que eles vão conseguir fugir da cadeia e limpar o bom nome do grupo? Será que o Super-Chapado vai virar a segunda mulherzinha da cadeia? O Homem-Sem-Noção irá se mancar e deixará de chamar os outros companheiros de cela de moçada? Será que a Mulher-M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a resistirá ao convite da Sexy? Veremos no próximo episódio!








































