quinta-feira, janeiro 11, 2007

Desenhinhos, desenhinhos. Que época boa a gente vive, não? Ganho minhas Narjaras Turetas fazendo rabiscos num papel. Se eu tivesse vivido há 500 anos no máximo seria o faxineiro do Michelangelo, ou salteador de estrada.




Stand up, stand in, stand out.
Um rascunho.

Boa noite a todos, que bom que puderam vir. Tem certeza que não se enganaram de show? As
dissecações ao vivo são no teatro do outro lado da rua. Vamos lá, não vou ficar chateado se
alguém quiser ir embora, tudo bem, vão em frente. Não posso mesmo competir com um sujeito
nu, duro e frio, cujo cérebro está numa jarra na geladeira da Universidade. Vejo que algumas
pessoas estão se levantando. Bem, obrigado pela presença mesmo assim, mas saibam que a única direfença entre as duas apresentações é que esta aqui sobrevive sem cortes.

Pressinto que essa será uma grande noite, pois sei reconhecer uma boa platéia quando vejo
uma. Mas semana passada fiz um show no presídio e parecia que todo mundo não via a hora de
ir embora. Quando me despedi, ainda emendei: - "obrigado a todos e espero vê-los aqui ano
que vem." Enquanto me desviava das pedras e canivetes, pensei nos bons tempos em que a
platéia só vinha armada de ovos, tomates e palavrões. Mesmo assim, foi menos traumático que
minha palestra no Senado. Quando pegava um taxi para ir embora, notei que tinham afanado
minha carteira.

Ah, a propósito, vocês souberam da nova lei ambiental, aprovada pelo Congresso? Parece que
esse novo disparate inspirada na recente censura ao You Tube, perpetrada por gente que,
obviamente, entende tudo de tecnologia. A nova lei decreta que a partir de 2008, o Sol está
proibido de brilhar, para que se evite o efeito estufa. Nada mais justo. É comovente ver que
nossos juízes e representantes são tão progressistas. Que tal então proibir banhos de mar,
para que se evite afogamentos, ou banir a língua portuguesa, para que se elimine os termos
chulos? Ouvi falar de um advogado de Teresina que está processando quem usa o Sistema
Métrico Decimal, por causa de um ferreiro que lhe vendera um par de sapatos um pouco menor
que seu casco.

E o que falar dos nossos entraves burocráticos? A redação dessas leis e normas é tão desconfortável quanto seria um carro, se o departamento de ergonometria fosse assumido por faquires. As regras que gerem um casamento tornam o processo todo muito fácil de se entrar, mas quase impossível de sair - qualquer semelhança com um labirinto coalhado de bestas e minotauros é pura coincidência.

E por aí vai...

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

olha ai. chegamos.
eita saudade dos camaroes e do pé sujo e da dona maria bonita.

6:22 PM  
Blogger Hemeterio said...

ÊÊÊ! Saudades tambem, foram dias bem legais. mandei umas fotinhas pro teu e-mail, que tal nossas carrancas?

3:30 AM  
Anonymous Anônimo said...

Hemé,

Estou com um Batman gigante (quase 1 metro). Interessado? A Sofia ganhou de presente, mas acredito que ela não é a criança certa para o brinquedo.

1:59 PM  
Blogger Hemeterio said...

Ainda tenho aquele Batman que tu me deu, mas por mais que eu tente, o bicho não cresceu - minha intenção é usar a capa dele, ora bolas...

6:45 PM  

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