segunda-feira, janeiro 15, 2007

Outra do Bagman.

Ouvi falar que o Bagman também realiza alguns serviços, como bolar seu epitáfio. Quem quiser que o Bagman faça sua inscrição tumular - quase lapidar! - mande seu nome que ele bola uma coisa procê. Não esqueça de colocar a hã... data do seu provável passamento, ok?




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Piritas

Não canso de imaginar meios mirabolantes de ficar rico. Minha última idéia foi inventar uma máquina de descascar alho, mas por algum motivo, o produto foi rejeitado pelos consumidores. Resolvi mudar de estratégia e ao invés de tentar criar um mercado novo, passei a analizar porque diabos alguns negócios funcionam bem e outros são um sumidouro de dinheiro e um grande atrator galático para dor de cabeça.

Peguei um transporte no qual pudesse circular pela cidade e observar a vida mundana, sem distrações ou stresses. O ônibus da linha Conjunto Ceará - Aldeota lá pelas seis da tarde me pareceu uma boa idéia, pelo conforto e clima de civilidade entre os ocupantes de tão pitoresca lotação. Além de observar a cidade, também poderia colher valiosas observações sobre a fauna humana num veículo tão lotado de sumidades, quase jurisconsultos togados. Mas enfim, vamos às conclusões a que cheguei.

Existe uma mina de ouro na cidade, de veio inesgotável e de prospecção barata. Esse ramo da atividade humana atende pelo nome de Estacionamento. Vamos verificar seus prós e contras.

Sobre os Estacionamentos: um ensaio.

Um estacionamento basicamente vende espaço vazio. Sobre esse volume de ar atmosférico, circunscrito a uma certa área - que se estende do chão à estrela mais próxima - ; os donos do estabelecimento cobram um valor em reais. Se você quiser alugar esse espaço, colocando, digamos, um objeto grande, pesado e cheio de rodas na vaga que lhe cabe, eles lhe cobrarão a cada hora que seu objeto ficar ali parado.

Não é preciso nenhuma infra-estrutura básica para montar um estacionamento, basta, como já se disse, espaço vazio. Até uma cratera serve. Nas minhas andanças pela cidade já vi galpões, terrenos baldios, declives de rio, prédios históricos depredados e até mesmo areais à beira mar servindo de estacionamento. Aparentemente, os gênios que criaram os tais objetos grandes e pesados sobre rodas não pensaram no que fazer com eles quando não estivessem em movimento.

Os estacionamentos também inventaram uma coisa genial, que vem a ser a declaração de Não tô Nem Aí. Funciona assim: o dono do estabelecimento escreve um cartaz com pincel atômico sobre cartolina, dizendo que se seu carro for depredado por uma horda de vândalos, hunos ou turcos, o azar é seu. O estacionamento também não vai nem ligar se seu carro for arranhado por outros motoristas bêbados ou manobristas caolhos. É um salve-se-quem-puder que funciona assim que o pobre motorista entra no estabelecimento. Depois o Governo adaptou a idéia e a usa para suas campanhas de saúde pública, dizendo mais ou menos a mesma coisa: cuidado com a dengue. Ao ver o anúncio, o cidadâo concorda que o problema agora é dele e que se algo der errado, o Governo não tá nem aí. Afinal, você foi avisado.

A manutenção de um estacionamento também não é problema, pois ela é virtualmente zero. O próprio circular de veículos assopra a poeira pra longe ( a rua ). Mesmo o aproveitamento da mão de obra é baratíssimo, pois basta um sujeito que saiba fazer contas na base 10 para que ele cuide de pelo menos 100 carros. O fluxo de dinheiro vem como um lodaçal nas primeiras chuvas.

Tentei achar algo errado com os estacionamentos e não encontrei nada. Talvez o tamanho deles, pois o carro estacionado pode ficar muito longe da saída. Mas isso também é uma ótima oportunidade de negócios, pois você pode alugar patins para que os motoristas sigam do carro até a rua. Ou seja, é uma mina de ouro de fato, com a vantagem que as pepitas vêm buzinando até você.

Na próxima semana veremos outra mina de ouro na cidade, os cartórios. Esses estabelecimento vendem tinta e papel apenas, e se igualam aos estacionamento no quesito lucratividade: afinal, eles lidam com coisa inesgotável no Brasil: burocracia. Até a próxima!

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O Arthur nasceu!

Domingo, 14 de janeiro de 2007, nasceu o Arthur, meu primeiro sobrinho! Ele é o feliz varão - e que vara! - do meu irmão Iramiltom e da Kátia. Ele nasceu com 49 cm, 3,2Kg e um QI de 230 - eu sei disso porque assim que me viu ele fez tsc, tsc, tsc...



Beijos, Arthur, e bem-vindo. Os dois caras de azul não são fofos??

5 Comments:

Anonymous Quinho said...

Parabéns H! Eu tenho oito sobrinhos, é muito legal. Não cansa nunca. Você excita bastante o pivete e quando ele fica insuportável você vai embora, deixando o problema com os pais. É quase como ter um cartório, não tem erro.
Aliás, cartórios são muito melhores que estacionamentos. Eu, como bom empreendedor, já tentei abrir os dois. Mas não se engane, é quase tão dificil como ganhar na loteria.
Abraço.

6:41 AM  
Anonymous Marcilio S. said...

Caro Hemetério, ja tenho o nome da para esse novo produto que vc criou: máquina de mascar alho...uhauhuahuahuahu

3:20 PM  
Anonymous Anônimo said...

Hemé,

Parabéns. Tá na hora de vpcê fabricar o seu.

E outra para o Bagman:

1/3 da população sabe contar, os outros 1/3 não entendem nada de frações.

4:32 PM  
Blogger Hemeterio said...

Quinho,

Não vejo a hora de fabricar um para quedas de gatos junto com mmeu sobrinho - que o IBAMA não saiba...

Marcílio,

Taí um bom nome, vamos ver o que diz o depto de marketing!

Z;

Esse papo de fabricar o meu tá russo. Mas quem sabe lá por 2020, aí eu seria Paivô!

6:34 PM  
Anonymous Michel/3 said...

1/3 das histórias começadas por "um amigo meu" são verdade com a pessoa que conta a história, os 2/3 são mentiras.

6:16 AM  

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