segunda-feira, julho 30, 2007

O Sol e sua corte


Como vocês sabem, plantei até agora sete mudas pela cidade. São dois jequitis e cinco ipês, que estão indo muito bem. Todos eles devem ter aproximadamente 10 meses de idade e alguns já passam de 2,5m de altura. Se nenhum filho de uma capivara molestá-los, devem viver pelo menos um século. Olha só que belas flores! Bom dia sol, bom dia manhã...


O ipê é a árvore símbolo do Brasil. Na amazônia e na mata atlântica, ainda se encontram exemplares seculares, altíssimos e de um amarelo cheguei. No caso, tenho plantado também um ipê roxo, que deve formar, em míseros 15 anos, uma bela copa lilás!


Eu ao lado do jequiti. O jequiti todo mundo conhece: é aquela árvore enorme que dá umas sementinhas vermelhas redondas, ótimas para munição de baladeira.

Conversava com o Olinto, e estávamos estupidificados tentando entender como é que uma sequóia - ou um ipê e um jequiti, vá lá -, nasce de uma sementinha do tamanho de uma verruga. Aí o Gadelha disse um negócio muito foda. Ele preferia entender a semente como uma nanomáquina, cujos genes conteriam um código de poucos bits de informação. Esse código é que seria a matriz para a construção de um ipê. Da mesma forma - a analogia foi essa - que uma receita simples, escrita num papel de embrulhar pão, pode ser usada para criar milhares e milhares de tortas, bastando que as condições sejam favoráveis. As tortas - toneladas! - vieram de um mísero papelzinho amassado? Sim, de certa forma sim.


Aí em cima, uma foto da lua nova de julho de 2007. Pertinho dela, Vênus em oposição. Vênus pode ser visto atualmente nos fins de tarde, quando assume o nome poético de estrela d´alva. A foto foi tirada da janela do meu ap, ao por do sol.

2 Comments:

Anonymous Marcão said...

Que orgúio das filhas, hã? Nanomáquina são os segredos de Deus.

3:48 PM  
Blogger Hemeterio said...

Marcão, meu objetivo era transformar essa cidade numa jungle. Mas os bandidos já conseguiram há tempos, só me resta chorar.

1:55 PM  

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