segunda-feira, julho 09, 2007

Olhaí meu sobrinho, o Arthur. Nossa absurda diferença de idade não impedirá altos papos, espero. Pelo contrário: ele é que vai me conduzir pelo arriscadíssimo e hostil mundo dos anos de 2020, quando a tecnologia, tal qual como acontece hoje, expurgará os velhotes da modernidade. Isso se ele não se envengonhar da minha obtusidade. Seja paciente conosco, Arthurzão!


Lançamentos recentes

Acabou-se a Flip e o que restou de concreto foi uma penca de novos lançamentos. Devido à falta de estrelas, sobrou para um jovem time de escritores que deu o tom à festa. Vejam esse apanhado que consegui resumir:

Sexus, nexus e amplexus, por Amandúzia Fellatio.

O livro é escrito em terceira pessoa, devido ao fato de todas as transas descritas serem a três. A autora conduz o leitor pelas mais recônditas e molhadinhas práticas sexuais, em especial o boquete, que ela afirma, completa 8.000 anos esse mês. Ainda segundo a autora, o primeiro boquete foi literalmente, pago por uma jovem prostituta de Ur, na Babilônia. Seu cliente, um rico mercador de Cantão, convencera-lhe a participar de uma brincadeira, para canforizar a relação - já que pimenta só seria introduzida no oriente-médio séculos depois. A jovem prostituta topou a brincadeira e então o mercador disse: abra a boca e feche os olhos...

O livro só discorre até a época romana, quando uma das mais populares posições sexuais foi inventada: o LXIX. Segundo a autora, um novo livro está no grelo, digo, no prelo, que abordará a idade média e o renascimento, com especial destaque para as termas que funcionavam nas criptas do Vaticano. Dizem que só os caras legais podiam participar da festa, o que sempre excluía o monge alemão Martinho, que de tão chato, resolvera protestar. Sempre os alemães!

Universo em decantação, por Scotch McWhisky.

Porres memoráveis, ressacas homéricas e bebedeiras fenomenais, tudo isso nas primeiras oitenta páginas do livro. A história do álcool contada em seus mínimos decilitros. É quase impossível destacar tudo que esse livro tem de bom: há um tour etílico pelos mais suspeitos Pubs de Dublim, dicas de botecos no Rio, receitas xamânicas para ressacas e o melhor: desculpas esfarrapadas depois daquele vexame na festa. Finalmente, o livro definitivo sobre a arte do bem beber.

Como atrativo a mais, o autor sugere que à medida em que se avance nas páginas, o leitor emborque um cálice de Sangue de Vaca, safra 2007, comprada em balcão de padaria. Propositadamente, as letras no livro foram impressas ficando progressivamente mais borradas. A idéia é fazer com que a visão dupla do bêbado corrija o problema, assim, ele pode ler o livro numa boa até o final. Trata-se do primeiro trabalho encriptado estereoscopicamente, do qual só beberrões contumazes poderão desfrutar até o fim. Sem dúvida um golpe de mestre. Saúde e - hic! - leia o Livro.

Etiqueta no Futebol, um manual para senhoras, de Glenda G. Glande.

Glenda Glande era a única menina numa família de quatro irmãos, todos membros da Gaviões da Fiel. Depois de muito observar seus irmãos enquanto assistiam aos jogos do Timão, e durante rituais de degustação de carne crua, ela escreve este livro, um perfeito manual para auxiliar as jovens senhoritas, principalmente, a se comportar durante uma final com o Palmeiras, por exemplo. Para não estragar a surpresa da leitura, cito apenas o tópico que há mil assuntos para não se comentar durante um escanteio, e caso seja incontrolável emitir uma opinião, como: por que não tiram aquela bandeirinha no canto?; há também ótimas dicas para curar um olho roxo.

A autora ensina técnicas para se levantar e buscar cerveja para os marmanjos sem passar na frente da TV e ainda, como se vestir convenientemente durante um bucólico passeio ao Pacembu, acompanhando o namorado: basicamente, nada de muito cavadinho nem que destaque os peitos. Uma burca seria perfeita.

2 Comments:

Blogger Zarastruta said...

Heme',

Teu sobrinho deve ficar morto de feliz com as tuas visitas. O tio Fofao.

Passa la' no blog para ver um video da Sofia e ver como ela esta' grande.

12:51 PM  
Anonymous ollie said...

Uma das coisas mais interessantes sobre o Arthur, além de ser uma bolinha sorridente de alegria, é que ele vai na contra-mão dos apelidos.

Enquanto José vira Zé, Carlos vira Cacá, Frederico vira Fred, Edson Arantes do Nascimento vira Pelé... Ele realiza o feito de ter um apelido que deixa seu nome maior do que é naturalmente: Arthulino.

Sem contar que o dito cujo é uma simpatia só, apesar de suspeitas ligações familiares com esse tal Hemeterio.

1:11 PM  

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