quinta-feira, agosto 02, 2007

Diseño pra umas correções da Conrad, na HQ sobre a Revolta da Chibata. Tá demorando muito pra sair, não? Cartas pra editora, quem sabe se com o clamor das ruas, eles aceleram o passo.



É assim que se fala


Todo mundo sabe que o maior problema do Brasil é o tráfego de drogas. Com as ruas coalhadas de latas-velhas e carros tão velhos que já foram anúncio na Cruzeiro, é impossível esperar que tudo fique apresentável aos turistas. O que nossos amigos americanos vão pensar de nós?

Problemas é o que não faltam. Vejam o caso da febre amarela. Já basta sermos apenas meros importadores de bugigangas da China, é preciso que nossos produtos também sejam impostos às nações do oriente! Toma lá dá cá, é o que eu sempre digo. Da mesma forma, é mister que invistamos em educação fundamental. Não sei quanto a vocês, mas mareia-me o estômago ver gente cuspindo na rua e atirando papel no chão. Será possível que essa gente seja assim tão mal educada que é preciso um esforço governamental para disciplinar esse povo? Como se nossos recursos fossem abundantes como sardas em Débora Bloch!

Recentemente, tivemos dificuldades em nossa malha industrial. Convenhamos senhores, como um país tão grande como o nosso não é capaz de desenvolver uma lycra de boa qualidade? O que dizer então da quase falimentar malha aérea, usada nos collants de nossas ginastas? Não reclamem se as jovens atletas da ginástica rítmica tiverem que competir nuas, tadinhas.

E o que dizer dos gaviões da Fiel, dos leões da TUF e dos Dragões da Independência? Verdadeiras pragas urbanas, onde está nosso controle de zoonoses que não erradica esses animais perigosos? Pelo amor de Deus!

Mas outro problema de grande monta assola nosso país. O Aquecimento Global. Notaram como a programação da rede carioca está lasciva e insinuante? Que pernas torneadas de adolescentes são mostradas em pleno horário vespertino? Que seios pululam em cada novela e bundas - perdoem a palavra! - sacolejam em horário nobre? É preciso que esfriem essa atividade pecaminosa, para o bem de nossos rebentos. Pudicícia, senhores!