segunda-feira, agosto 13, 2007

Mais um desenho pro famoso quartinho do bebê. Agora, ambos jogam pólo aquático em mares revoltos. Existe essa modalidade? Seria mais ou menos como jogar futebol numa encosta de morro, mas tudo bem.


O astronauta caretão e a odalisca de rosa

Do alto do meu vasto conhecimento sobre o pâncreas, os cílios e o coração feminino, vejo que as mulheres encaram qualquer relacionamento amoroso como uma espécie de dívida a ser quitada. Esse conceito é novo, acabei de inventá-lo enquanto torturava formigas, portanto, o detalhamento dessa teoria pode ser confuso. Peço desculpas e paciência aos meus leitores, na certeza que depois de tudo esclarecido, as dúvidas serão facilmente suplantadas pelo mais absoluto caos.

O que vejo é que as mulheres acham que estão fazendo um favor ao marmanjo, quando topam tirar a roupa na frente dele. É curioso que os eufemismos sobre o sexo sempre sejam relacionados à conquista ou à perda. Tipo: "entregou-se a tal amante como quem dá-se ao carrasco", como diria o Chico. Ou em: "Fulana deu a noite toda", como diria o vulgo. Ora, se deu, vai querer de volta, senão teria vendido por um bom preço.

A mulher acha que o homem, possuindo-a (olhaí outro eufemismo!), arranca-lhe um pedaço. Na verdade, o homem insere-lhe um pedaço, mas esse é um blog casto e pudico. Bom, essa sensação de perda gera culpa, e a culpa gera frustração. E nem quero especular o que se passa na cabeça de uma mulher, durante seu defloramento! (Outro eufemismo sofisticado para a "primeira vez". Algo como despetalar uma flor, o que faz todo o sentido quando a flor em questão se parece com um delicado botão de rosa. Rosebud.... mas divago).

"As mulheres lembram da primeira vez quando os homens mal lembram da última". Não sei de quem é a frase, mas ela dá uma noção da importância que a coisa tem para o belo sexo. Descabaçar uma mulher é como romper o lacre de uma embalagem de tetrapak: a validade cai drasticamente. Já que o sujeito fez esse favor, livrando-a de sua virgindade, agora ele é responsável por ela. Eu, hein? Satanás só nos exige a alma.

Isso lembra muito a situação de submissão entre o gênio da lâmpada e seu amo. Grato - ou enfurecido por ser liberto da prisão, nunca entendi muito bem -, o gênio todo-poderoso topa ser um mero escravo do primeiro que lhe passou a mão. Pior! A primeira frase dele, depois que o sujeito o livrou de sua cabaça - notem as semelhanças -, é: estou aqui para lhe servir! É estranho que ambos, a mulher e o gênio topem ser escravos, quando obviamente eles são muito mais espertos e inteligentes que seu Senhor. Acho que aí cabe um componente alegórico meio que homo-erótico, pois o gênio faz o papel da mulher, na sociedade onde se passa a lenda, mas sempre é representado por um tremendo negão semi nu. Sei...

Evidentemente que esse papo todo só tem a ver com nossa cultura judaico-cristã-contemporânea. Duvido que as jovens romanas do século primeiro tivessem esses grilos na hora de ir ao bacanal. De forma oposta, as mulheres muçulmanas têm tantos entraves com relação à sexualidade que parece que todas elas foram criadas em Minas. Já as orientais, ao que me consta, são extremamente liberais entre três paredes, um teto e uma grade com ferrolhos na frente. Em suma, é extremamente difícil desencanar!

As mulheres oscilam entre: "fui fácil demais" e: "droga! pra quê tanta banca, mulher?" Assim, não há Jung que explique. Além do fato que o macho estranha se a menina é muito afoita e desiste logo se ela é difícil demais. Vamos estabelecer um código de cores, que tal? Ou isso ou instituamos o cio universal. Aliás, já assunto desse blog: aqui, ó!

Acho que para saldar essa dívida psicológica, a mulher tem que usar um sistema de avaliação por notas, exibidas em cartazes de cartolina. Ou quem sabe, exigir do macho da ocasião um mero recibo - se tudo tiver ocorrido bem -, ou uma promissória, se a coisa desandou.

A redação da promissória poderia ser assim:

Eu, ________________, brasileiro, solteiro e galinha, fico por meio desta no dever de proporcionar uma foda invejável a minha querida ________________, numa próxima oportunidade em que estivermos juntos. Prometo ainda cuidar melhor da minha higiene pessoal e sobretudo, cortar as unhas dos pés. Também não seria mal diminuir o barrigão e ter a decência de desligar a TV enquanto tiro seu sutiã. Além disso, faço questão de dizer que você não me deve nada, eu é que deveria me sentir grato e abençoado por alguém tão linda como você se interessar por um mamute como eu. Assim sendo, peço uma segunda chance para mostrar que valho mais que esse papel no qual, com muito gosto, assino.

E por aí vai.