segunda-feira, agosto 20, 2007

Minha querida pornoteca! Ela ainda é bem modesta, eu sei, mas aos poucos quero ter um acervo invejável. Já disponho de alguns DVDs, hentais, Playboy, Raspadinhas da Internacional, Nu Forró, Sexy e umas fotos que fiz da vizinha. Como diria Jorge Luís Borges: sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca.


Aos que porventura me acusem de ser excessivamente teórico e pouco prático - o que de fato é verdade -, quero dizer que todos nós ficaremos velhos e gagás. Assim, chega uma hora que eu não vou lembrar se comi mesmo a Tracy Lords ou vi num filme. Para alguém de 98 anos, o que basta são recordações felizes, e isso eu garanto que vou ter.


Eqüinamente equidistante

Guerras, fome, miséria, corrupção, desmatamento, cancro mole? Qual a pior desgraça da humanidade? Sei que cada um de vocês têm o próprio umbigo com que cuidar, por isso, elejo como minha mais preemente preocupação a iminente extinção das estátuas eqüestres.

Isso mesmo. Aquelas estátuas que representam o herói montado em seu cavalo, espada em riste, prestes a liderar um imaginário exército de bronze contras as hostes inimigas. Essas estátuas estão por toda parte. Em geral, numa praça no centro cívico de uma cidade ou no meio de uma rotatória. Ironicamente, parece que o antigo general, depois de labutar nos campos inimigos, chegou à pátria para cuidar do trânsito: - Agora vocês, sigam em frente! Muito bom!

Os generais hunos eram enterrados com seus cavalos, e por toda Roma antiga, havia estátuas eqüestres louvando as vitórias dos imperadores. Durante séculos e séculos a guerra foi disputada sobre o lombo desses animais. Até recentemente, ainda se usavam cavalos numa guerra. A última carga de cavalaria da História aconteceu durante a Primeira Guerra Mundial. O exército húngaro investiu contra os tanques alemães, numa anacrônica e desesperada tentativa de contrapor ossos a aço reforçado. Parece um pouco com aquela brincadeira do papel, tesoura, pedra; mas jogada entre o King Kong e o Megatron. Isso não pode dar certo.

Estamos há quase 100 anos de distância da Primeira Guerra Mundial, e de lá pra cá, como deu pra perceber, houve muitas outras guerras. Justas ou não, elas geraram seus heróis, que precisam ser devidamente homenageados. Além disso, as cidades cresceram desproporcionalmente, o que gerou muitas rotatórias, cotovelos, praças, entroncamentos, becos e canteiros centrais, que ao invés de serem usados como motel de sem-teto, poderiam dar lugar a formidáveis monumentos em bronze. Espaço nós temos, mas... como reverenciar dignamente a memória de nossos valorosos soldados, sem um belo e garboso cavalo?

Nosso penúltimo grande-líder-nacional-e-mentor-dos-povos a montar a cavalo foi o general Figueiredo. O último foi o valoroso Fernando Henrique Cardoso, que na verdade, usou um esquálido muar, na falta de jeito com um alazão. Na campanha presidencial de 1994, o então candidato montou num jegue e se deixou fotografar de chapéu de couro e tudo, para delícia dos chargistas e matutos que viram a cena. Para um cangaceiro dos infernos, só faltou as escamas.

Para quem lembra, durante a posse no primeiro mandato do presidente Lula, o velho Rolls-Royce da presidência engasgou numa subida e teve que ser empurrado às pressas. Pegou no tranco, e conseguiu lentamente galgar o aclive. Taí uma perfeita analogia e monumento para esses oito anos de Lula. Sugiro que um talentoso escultor refaça a cena, mas colocando a nós, cidadãos, como burros de carga tentando fazer subir morro acima, um Estado pesadão e pomposo, enquanto o presidente acena sorridente. De nada, de nada.

Avanço e aproveito a deixa para dizer que estou recolhendo donativos para eregir uma magnífica estátua para meu tio-avô, Dom Rufino de Barros, o primeiro cearense a usar um vaso sanitário. A estátua deve ficar lindíssima, decorando a praça em frente à Assembléia Legislativa - como que servindo de inspiração e aviso aos deputados. Cada povo tem o herói que merece.

5 Comments:

Anonymous ollie said...

Sade, Nabokov, Anaïs Nin, tudo certo.

O que é realmente bizarro é ter uma cópia de "O Pequeno Príncipe" nesse conjunto (segundo livro, da esquerda pra direita) e o que se deduz pelo fato de você tê-lo incluído aí.

Enfim... medo.

2:26 AM  
Blogger Clever said...

H., desconheço a validade cientifíca de tal argumentação, porém, como circula pela internet escancaradamente, concluo que seja fato da mais apurada precisão:

De acordo com esse mail, as estátuas de soldados em cavalo possuem significado, de acordo com a postura do equino:

Se estiver com as duas patas empinadas, significa que o soldado morreu em combate: uma pata levantada, significa que morreu em decorrência de ferimentos da guerra e se estiver com as quatro patas fincadas no chão, significa que o soldado está montado no Itamar Franco! (ou q morreu de velhice, sei lá!)

De qualquer maneira, apoio o monumento do Barros!

Abs!

5:13 AM  
Anonymous Anônimo said...

Ei cara, mostra as fotos da Nu Forró aí... Hehehe!!! Será que ainda encontro dessas revistas? Só o filet...

4:04 PM  
Blogger Elton said...

realmente... rola um scan dessa nu forró?

10:14 PM  
Anonymous Anônimo said...

Olá, poderia postar as imagens da revista nu forró? Ou então só dizer qual o nome da tigresa que saiu na revista.
Obrigado.

8:57 AM  

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