quinta-feira, novembro 01, 2007

Capa da Agenda do Portador de Eficiência 2008, de Daniel Cordeiro. Darei um doce virtual pra quem descobrir de onde são essas duas bandeiras.




H Adventures

Bloco novo no blog: H Adventures! Como o nome sugere, tratarei aqui das minhas parcas aventuras, pelo menos aquelas que possuem registro fotográfico. Naturalmente, isso exclui as surubas, os rituais de magia negra e as negociatas com dinheiro público, pois em todas elas tive que deixar a câmera na portaria. Mas o resto vale!

Hoje, vou falar do meu primeiro - e único - salto de paraquedas.

Corria o ano de 1999. Eu estava quieto em casa quando o Luna me liga, dizendo que ele e o Humberto iriam saltar e perguntava se eu não queria ir também. Topei na hora, mas não disse nada em casa. Na época, eu morava com a mamãe e ela teria um aborto hemorrágico se eu contasse o que iria fazer no próximo domingo.

Fomos ao aeroclube, fizemos o curso e na semana seguinte, o grande dia! Iríamos saltar!



Eu e a Ana, que também saltou naquele dia, fazendo nosso testamento coletivo. No flagrante, ela pergunta ao advogado se uma dívida a receber é renda. Reparem na minha cara de entusiasmo com o papo.



Fazendo os preparativos e checando o equipamento. Meu Deus! Eu não tinha barriga! A propósito, as fotos foram tiradas com uma Mavica a vapor, tão antiga que gravava as fotos num disquete. Alguém aqui ainda usa disquete?



Ensaiando os procedimentos. Notem as faixas pretas colocadas no suporte da asa do teco-teco. Durante o vôo, a gente sai do avião e se pendura nesse suporte, com as mãos em cada marcação. Dado o sinal, soltamos as mãos e inicia-se uma desesperada queda livre. O objetivo dessa pose é garantir que a gente caia com estabilidade, e não rolando como um saco de pepel. Caso contrário, poderíamos enroscar no cordame do paraquedas e presto! Um humano a menos.



O mesmo semblante do Ayrton Senna, horas antes de correr em Ímola. Levei um logo do Batman e colei no capacete. O instrutor adorou a marmota. Pedi pra saltar de capa. Ele disse, não exagera. Glup.



E la nave va!

O avião comportava três alunos, mais o instrutor, o piloto e um pároco. Depois de atingir 1.500m de altitude, recebi sinal verde para deixar a cabine e fiquei pendurado no tal suporte da asa. Apartir daí, a situação era irreversível: o vai ou racha. Não dava pra voltar pra cabine, por causa do vento. E se houvesse um acidente, tipo o paraquedas abrir de repente, poderia inclusive derrubar a aeronave ( pilotos adoram chamar avião de aeronave, dá mais respeito, acho ).

Então saltei conectado a uma fita de 60m de extensão, cuja função é acionar o paraquedas. Como era nosso primeiro salto, e ninguém estava disposto a sair com um sujeito fungando no cangote, todos usaram a fita. Acionar o paraquedas por si só requer experiência de pelo menos quatro saltos solo, o que não era o nosso caso. Assim, tive poucos instantes de queda livre e gravidade zero.



Depois que o paraquedas infla, e após uma rápida checagem, agora é o momento de curtir e relaxar. O paraquedas é surpreendentemente estável e dirigível, ou seja, dá pra fazer algumas manobras, mesmo por iniciantes. A sensação é estar sentado numa rede, com os pés pra fora, mas tendo o chão a 1Km dos armadores. Curiosamente, não conseguia ouvir o tráfego de carros abaixo, mas distinguia claramente latidos de cachorro. Fora isso, só o som do vento e o frio da altitude.



Acabou, que pena. Do salto até o chão, foram apenas oito minutos. Muito pouco, muito pouco. Pousei sem problemas e não caí de bunda, que era meu maior medo.



A ema pousou, Huston.



A foto oficial!

Daquela turma, o Luna saltou outra vez e logo em seguida, fez um curso de mergulho. É isso aí, das altitudes às profundidades. O Humberto se mandou pra Flórida e lá, parece, fez ainda muitos saltos. Eu não tô a fim de saltar mais, já tive sorte uma vez. Mas se o orçamento permitir, adoraria fazer um vôo suborbital na nave da Virgin. Quem sabe, quem sabe...


2 Comments:

Blogger Edge said...

e' isso ai! sao momentos como esses que quando lembramos dao aquele brilho especial nos nossos olhos e um pequeno rush de adrenalina :)
Lembro que tu disse que saltar de paraquedas foi mole, dificil foi o futebol depois. Esse sim e' esporte perigoso.

9:12 PM  
Blogger Tarso Bessa said...

Show Hemé. É preciso coragem e loucura para saltar. E tudo é de propósito, até o avião é simples para dar ainda mais medo. Hhehehe. O símbolo do batman deu o toque final ao salto. hehehehe..

esse símbolo é o mesmo da roupa de 89?

4:46 AM  

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