quarta-feira, janeiro 31, 2007

Perspectiva cavalera

Atendendo a um pedido da jovem arquiteta Bea ( eu faço tudo o que as mulheres querem, essa é minha ruína ), aqui está uma vista da casa cilíndrica. Quinho, a idéia de aproveitar tubulões de concreto, geralmente usados para esgoto, como moradia é uma ótima idéia. Isso é o que eu chamo de casas suburbanas!

terça-feira, janeiro 30, 2007

Arte Cinética

Pense num artista. Ajustei o obturador da máquina para o módulo noturno e deixei a câmera balançar à vontade, pendente pelo cordãozinho de punho. O resultado foram essa belas abstrações ( pelo menos eu acho! ) que fariam a inveja de um Pollock ou a um borra-telas qualquer.



sexta-feira, janeiro 26, 2007


quarta-feira, janeiro 24, 2007

Tubular

Se eu fosse um arquiteto ativo - epa! - e não um wannabe que nem CREA tem; eu me dedicaria a bolar casas pequenas. Muitos arquitetos acharam seu nicho se especializando, por exemplo, em parques aquáticos, hotéis, prédios de escritórios, hospitais ou aeroportos. É muito difícil, creia, um cara ser bom em tudo isso ao mesmo tempo. Aqui na Fortaleza, como não poderia deixar de ser, existem arquitetos especializados em casas de praia e serra, claro.

Gosto de imaginar soluções para pequenos espaços. A arquitetura naval é mestre nesse papo de encaixar coisas em espaços restritos, como submarinos e navios. Da mesma forma, a criação do mobiliário para aviões e trens de passageiros também exige um poder de síntese imenso. Não por acaso, existe a denominação de casa vagão para moradias muito compridas, mas de pouca largura, e nesse mundo louco de hoje, um ap de 50m² nas grandes cidades já pode ser considerado espaçoso.

Rascunhei um projeto de uma casa cilíndrica para eu construir quando reencarnar como gato. Nesse croquis não levei em conta detalhes como a orientação da casa com relação ao terreno, pois terreno ainda não há. Mas dá pra ter uma ideía da coisa, pelo menos para elaboração de orçamento. Meu chute? R$3.000 por andar. Que tal?

segunda-feira, janeiro 22, 2007



Paremiologia automotiva

De onde vêm as piadas? Entendo que uma anedota ou um causo podem buscar inspiração nos noticiários ou em cenas do cotidiano, mas as piadas simplesmente são.

Na mesma linha de atuação, quem é o redator das frases de parachoques de caminhão? Na verdade, as frases nunca são escritas nos parachoques e sim, nos saiotes anti-lama que ficam abaixo dele e ... ora, esquece. Essas frases pitorescas, verdadeiros microtratados de sociologia ambulante, circulam pelo país inteiro em inúmeras variantes sem que se ache o autor - ou autores - da blague.

Com um benemérito espírito público e um sincero desejo de ampliar ainda mais os horizontes da paremiologia automotiva, inventei algumas frases modernas para uso no seu caminhão. Espero que os lingüistas do futuro me façam justiça, colocando meu nome num novo tipo de predicado ou adjetivo. Aqui vão.

A estrada é o mar, o caminhão é o navio, o motorista é o capitão e a baleia eu deixei em casa.

Ex-mulher é como estrada ruim: por causa de três buracos perdi meu caminhão.

Sortudo é meu caminhão, que tem hora certa pra trocar de óleo.

Se a vida vive lhe pregando peças, use algumas delas e economize na oficina.

O pneu é cheio de Porcas, vive preso a um Cavalo e cedo ou tarde vai precisar de um Macaco.

Se parar o banco toma se correr o guarda multa.


Deseja desativar
essa tela Pop-up?
[ YES ] [ NO ]

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Santo impostor, Batman!

Não sei quanto a vocês, meus caros Joões, Marcos, Alines e Renatas, mas eu quase nunca vejo meu nome estampado por aí. Um cara chamado José, que também tenha um outro José como colega de trabalho, tem que falar em voz alta seu próprio nome, se quiser falar com o parceiro ao lado. Normal, né?

No meu caso, eu quase nunca pronuncio meu nome, e poucas vezes ainda o vejo escrito por aí.

Eis que achei um xará famoso, cujo nome não batiza um bairro pobre - como a Bomba do Hemeterio em Recife - nem é um conviva das páginas policiais. Pelo contrário, rapá, parece que o homem era íntimo de gente importante! Saca só:



San Emeterio y San Celedonio - Catedral de Santa María - CALAHORRA - LA RIOJA Fotos de las campanas de las Catedrales de España

http://campaners.com/php/fotos_campana.php?numer=533

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Mais um desenhinho procês, uma ilustração simples pra uma cartilha ibdem.



Um dia londrino aqui na grande cidade. E nada do cometa McNaught! Sabe como é, é o fog...



terça-feira, janeiro 16, 2007

Os três reis magros - e o mijo do menino

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Outra do Bagman.

Ouvi falar que o Bagman também realiza alguns serviços, como bolar seu epitáfio. Quem quiser que o Bagman faça sua inscrição tumular - quase lapidar! - mande seu nome que ele bola uma coisa procê. Não esqueça de colocar a hã... data do seu provável passamento, ok?




---------------------------------------------------------

Piritas

Não canso de imaginar meios mirabolantes de ficar rico. Minha última idéia foi inventar uma máquina de descascar alho, mas por algum motivo, o produto foi rejeitado pelos consumidores. Resolvi mudar de estratégia e ao invés de tentar criar um mercado novo, passei a analizar porque diabos alguns negócios funcionam bem e outros são um sumidouro de dinheiro e um grande atrator galático para dor de cabeça.

Peguei um transporte no qual pudesse circular pela cidade e observar a vida mundana, sem distrações ou stresses. O ônibus da linha Conjunto Ceará - Aldeota lá pelas seis da tarde me pareceu uma boa idéia, pelo conforto e clima de civilidade entre os ocupantes de tão pitoresca lotação. Além de observar a cidade, também poderia colher valiosas observações sobre a fauna humana num veículo tão lotado de sumidades, quase jurisconsultos togados. Mas enfim, vamos às conclusões a que cheguei.

Existe uma mina de ouro na cidade, de veio inesgotável e de prospecção barata. Esse ramo da atividade humana atende pelo nome de Estacionamento. Vamos verificar seus prós e contras.

Sobre os Estacionamentos: um ensaio.

Um estacionamento basicamente vende espaço vazio. Sobre esse volume de ar atmosférico, circunscrito a uma certa área - que se estende do chão à estrela mais próxima - ; os donos do estabelecimento cobram um valor em reais. Se você quiser alugar esse espaço, colocando, digamos, um objeto grande, pesado e cheio de rodas na vaga que lhe cabe, eles lhe cobrarão a cada hora que seu objeto ficar ali parado.

Não é preciso nenhuma infra-estrutura básica para montar um estacionamento, basta, como já se disse, espaço vazio. Até uma cratera serve. Nas minhas andanças pela cidade já vi galpões, terrenos baldios, declives de rio, prédios históricos depredados e até mesmo areais à beira mar servindo de estacionamento. Aparentemente, os gênios que criaram os tais objetos grandes e pesados sobre rodas não pensaram no que fazer com eles quando não estivessem em movimento.

Os estacionamentos também inventaram uma coisa genial, que vem a ser a declaração de Não tô Nem Aí. Funciona assim: o dono do estabelecimento escreve um cartaz com pincel atômico sobre cartolina, dizendo que se seu carro for depredado por uma horda de vândalos, hunos ou turcos, o azar é seu. O estacionamento também não vai nem ligar se seu carro for arranhado por outros motoristas bêbados ou manobristas caolhos. É um salve-se-quem-puder que funciona assim que o pobre motorista entra no estabelecimento. Depois o Governo adaptou a idéia e a usa para suas campanhas de saúde pública, dizendo mais ou menos a mesma coisa: cuidado com a dengue. Ao ver o anúncio, o cidadâo concorda que o problema agora é dele e que se algo der errado, o Governo não tá nem aí. Afinal, você foi avisado.

A manutenção de um estacionamento também não é problema, pois ela é virtualmente zero. O próprio circular de veículos assopra a poeira pra longe ( a rua ). Mesmo o aproveitamento da mão de obra é baratíssimo, pois basta um sujeito que saiba fazer contas na base 10 para que ele cuide de pelo menos 100 carros. O fluxo de dinheiro vem como um lodaçal nas primeiras chuvas.

Tentei achar algo errado com os estacionamentos e não encontrei nada. Talvez o tamanho deles, pois o carro estacionado pode ficar muito longe da saída. Mas isso também é uma ótima oportunidade de negócios, pois você pode alugar patins para que os motoristas sigam do carro até a rua. Ou seja, é uma mina de ouro de fato, com a vantagem que as pepitas vêm buzinando até você.

Na próxima semana veremos outra mina de ouro na cidade, os cartórios. Esses estabelecimento vendem tinta e papel apenas, e se igualam aos estacionamento no quesito lucratividade: afinal, eles lidam com coisa inesgotável no Brasil: burocracia. Até a próxima!

---------------------------------------------------------

O Arthur nasceu!

Domingo, 14 de janeiro de 2007, nasceu o Arthur, meu primeiro sobrinho! Ele é o feliz varão - e que vara! - do meu irmão Iramiltom e da Kátia. Ele nasceu com 49 cm, 3,2Kg e um QI de 230 - eu sei disso porque assim que me viu ele fez tsc, tsc, tsc...



Beijos, Arthur, e bem-vindo. Os dois caras de azul não são fofos??

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Desenhinhos, desenhinhos. Que época boa a gente vive, não? Ganho minhas Narjaras Turetas fazendo rabiscos num papel. Se eu tivesse vivido há 500 anos no máximo seria o faxineiro do Michelangelo, ou salteador de estrada.




Stand up, stand in, stand out.
Um rascunho.

Boa noite a todos, que bom que puderam vir. Tem certeza que não se enganaram de show? As
dissecações ao vivo são no teatro do outro lado da rua. Vamos lá, não vou ficar chateado se
alguém quiser ir embora, tudo bem, vão em frente. Não posso mesmo competir com um sujeito
nu, duro e frio, cujo cérebro está numa jarra na geladeira da Universidade. Vejo que algumas
pessoas estão se levantando. Bem, obrigado pela presença mesmo assim, mas saibam que a única direfença entre as duas apresentações é que esta aqui sobrevive sem cortes.

Pressinto que essa será uma grande noite, pois sei reconhecer uma boa platéia quando vejo
uma. Mas semana passada fiz um show no presídio e parecia que todo mundo não via a hora de
ir embora. Quando me despedi, ainda emendei: - "obrigado a todos e espero vê-los aqui ano
que vem." Enquanto me desviava das pedras e canivetes, pensei nos bons tempos em que a
platéia só vinha armada de ovos, tomates e palavrões. Mesmo assim, foi menos traumático que
minha palestra no Senado. Quando pegava um taxi para ir embora, notei que tinham afanado
minha carteira.

Ah, a propósito, vocês souberam da nova lei ambiental, aprovada pelo Congresso? Parece que
esse novo disparate inspirada na recente censura ao You Tube, perpetrada por gente que,
obviamente, entende tudo de tecnologia. A nova lei decreta que a partir de 2008, o Sol está
proibido de brilhar, para que se evite o efeito estufa. Nada mais justo. É comovente ver que
nossos juízes e representantes são tão progressistas. Que tal então proibir banhos de mar,
para que se evite afogamentos, ou banir a língua portuguesa, para que se elimine os termos
chulos? Ouvi falar de um advogado de Teresina que está processando quem usa o Sistema
Métrico Decimal, por causa de um ferreiro que lhe vendera um par de sapatos um pouco menor
que seu casco.

E o que falar dos nossos entraves burocráticos? A redação dessas leis e normas é tão desconfortável quanto seria um carro, se o departamento de ergonometria fosse assumido por faquires. As regras que gerem um casamento tornam o processo todo muito fácil de se entrar, mas quase impossível de sair - qualquer semelhança com um labirinto coalhado de bestas e minotauros é pura coincidência.

E por aí vai...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Continuo postando os desenhos da cartilha de segurança bancária, ou seja lá o que for.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Um desenhinho e outra do Bagman...


















sexta-feira, janeiro 05, 2007

Graças aos Sedentários Hiperativos, este mísero blog teve visitação recorde, coisa que daria pra lotar uma Topic. A rapaziada falou sobre o livro da Revolta da Chibata, quem não viu o endereço é aqui, ó:

http://www.sedentario.org/blog/?p=3596

Outra do Bagman:

quinta-feira, janeiro 04, 2007

A tarja preta na cara do cidadão tem uma razão de ser. Um amigo me pediu um desenho galhofeiro para um conhecido dele, com o seguinte tema: bonecos de Olinda. Espero que a vítima leve na esportiva. Por via das dúvidas, nem assinei.

Mais uma do Bagman.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Mais uma do Bagman...



...e um desenhinho procês.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Tolerável 2007!

O grande Z deve reconhecer de onde veio a inspiração para a perua abaixo. Shhhh! Cala a boca, Batista!





Mais uma daquele meu amigo, já nem tão chegado assim, o tal do Bagman.