quarta-feira, maio 30, 2007

A piada mais velha do mundo


Clic 2
Recuperação de Fidel é impressionante. Certo, mas os russos não contam vantagens sobre a saúde da múmia de Lênin.
Japonesa é a nova miss Universo. Isso porque a candidata de Andrômeda não chegou a tempo.
Luizianne enfrenta Tasso. Uma briga na lama do rio Cocó seria mais digna.
Jogadores esnobam Dunga. Deve por causa das roupas dele.
Sobel cumprirá pena no Brasil. Que exagero, o homem furtou gravatas, não o Fort Knox.
Senadores irão reconstituir o vôo do Legacy. Dessa vez, usem artilharia anti-aérea.
Mega-Sena paga 10 milhões. A mim?
Kasseb surta novamente. O gabinete desse prefeito fica no meio do trânsito?
1.000 gols de Romário. Grande coisa, só de filhos o Pelé tem mais.
Roberto Carlos proíbe biografia. Ponto pro Rei, pois evitou-se um paradoxo. Se a biografia saísse atualizada, com o capítulo sobre a proibição da biografia, o Universo seria aniquilado por uma explosão lógica.
666 é o número da Besta. OK, mas qual é o CEP?
Aquecimento global preocupa. O planeta está com febre, pense no tamanho da aspirina.
Achada a tumba de Jesus. Isso foi moleza, quero ver acharem a de Elias.
Novamente, Lula não sabia de nada. Presidente, eu não sei não...

terça-feira, maio 29, 2007

Desenhinhos de robôs, descaradamente copiados do design do Bender. O modelo padrão e os adereços foram feitos só com as ferramentas geométricas do Photoshop.








Clic

Ministro japonês se enforca de vergonha. Se fosse no Brasil ia faltar corda.

Governo da Venezuela fecha a única TV de oposição do país. Tá certo. Afinal, nunca vi uma ditadura ter caixa de sugestões.

Estudantes ocupam reitoria da USP e não têm data pra sair. Coisa muito simples de resolver, ofereço duas sugestões: se não saírem, pagarão mensalidades. Se ficarem, pagarão aluguel. O que for mais barato.

Sem-terra invadem Tucuruí. É o que dá esse maldito sistema de cotas pro funcionalismo público!

Chuva fecha Congonhas. Mas o aeroporto de Anchorage não fecha por causa da neve. Que mania a nossa de sermos obviedades ambulantes!

Brasil de volta à monocultura da cana-de-açúcar. Oba! Então daqui a mais 100 anos, ouro nas Minas Gerais!

Presidente do Senado encrencado. E eu, que ganho menos?

20% dos brinquedos chineses são perigosos. O cara que vazou essa notícia não oferece mais perigo algum.

Piratas do Caribe III não empolga. Que tal então Assaltantes de Estrada II, ou Políticos de Brasília V?

Congresso americano libera mais US$ 100 bilhões pra guerra no Iraque e Afeganistão. Com essa grana toda não seria mais simples comprar ambos os países, ao invés de usar esse mesmo dinheiro para destruí-los?

Namoro de Alemão e Siri acabou. É uma pena, mas alemão gosta mesmo é de joelho de porco. De siris gostam os cearenses.

Operação Navalha prende mais um. Mas a justiça solta. Navalha na cadeia nunca deu muito certo mesmo.

Frio recorde no Sul. O inverno no Brasil é como ar-condicionado em carro: mal começou a esfriar já é hora de descer.

Gautama em apuros. Conseguimos desmoralizar até o Buda!

Lula não sabia de nada. Presidente, se eu soubesse....
O Monstro

O Benett tem um personagem muito doido e super cabeça chamado O Monstro Niilista. Assim como o Arnaldo Branco e seu Capitão Presença, o Benett também abriu os direitos do personagem. Então, quem quiser pode desenvolver tiras sobre o Monstro, desde, é claro, que se respeite o autor da empreeitada.

Daí que fiz minha tirinha também, cá está. Quem quiser saber mais, visite o site do cara e divirta-se com seus desenhos e texos.

segunda-feira, maio 28, 2007

Semana passada estive no Recife e olha só quem eu encontrei no aeroporto.



A senadora foi super simpática comigo e com todos os outros que se aproximaram para cumprimentá-la. Para cada um deles ela distribuía sorrisos, beijos e abraços, além de trocar umas palavrinhas naquele seu delicioso sotaque alagoano. Fico pensando quantos políticos no Brasil, mesmo depois de meses do fim de seus mandatos, podem sair pela rua ganhando beijos e abraços do povo. A senadora Heloísa Helena é uma delas. O mesmo vale para o senador Eduardo Suplicy e para os deputados Fernando Gabeira e João Alfredo. Outros, que não preciso citar aqui, merecem uns bons tapas na cara ou dedos em riste.

quarta-feira, maio 23, 2007

Mais algumas fotos para a HQ e material de divulgação. Tá quase ficando tudo pronto...




Não podia faltar uma foto de uma jangada!

segunda-feira, maio 21, 2007

Poema para o aniversário do cachorro. Bem que poderiam lançar uma espécie de Arca de Noé III só com poemas e desenhos meus. Ia ser legal, e eu ainda poderia chamar o Chico e o Francis Hime pra darem uma canja.



Hemeterio e Olinto, numa das fotos que selecionamos para a nossa HQ sobre a Revolta da Chibata. Enviamos um CD pra Conrad com várias shots e situações, para que eles usem como lhes apetecerem. Essa foto eu achei super bacana, e ainda mostra os crachás da base naval na qual fizemos as poses. Foto pra Pulitzer.

sexta-feira, maio 18, 2007

Cartilha para o Banco do Nordeste, sobre o regimento interno. Ainda está sem o texto.




Livre iniciativa

Há muito que o Brasil já é uma potência industrial, pelo menos no hemisfério sul. Isso, é claro, se não levarmos em conta a Austrália, a África do Sul, a Nova Zelândia, a sempre disposta Argentina e algumas ilhas do Índico que vendem água de coco. Mas tergiverso. O fato é que apesar dessa relativa pujança econômica, alguns dos bens fabricados por aqui ainda necessitam de certas melhorias para que se adequem de vez mais ao gosto do consumidor, seja daqui ou alhures. Deixo minha modesta contribuição na forma de inocentes dicas, quiçá, leves sugestões para que a indústria aprimore cada vez mais seus produtos. A seguir, uma lista do que pude lembrar, enquanto me recupero duma queda de rede.

Isopor de cerveja - O Brasil é líder mundial na fabricação de isopores pra cerveja. Recentemente, a indústria inovou e lançou um invólucro para latinhas, mas aqui quero me ater ao modelo clássico, para garrafas de 600ml. A tecnologia envolvida é eficiente, pois consegue conservar a cerveja bem gelada mesmo no calorzão de nossas praias. Mas nem tudo são flocos de poliestireno. Comumente, no fundo do recipiente, um desagradável chorume costuma ficar estagnado. O isopor nunca é limpo, senhoras e senhores. No máximo, o garçom do boteco sacode o conteúdo na sarjeta da rua e presto! Está pronto pra outra garrafa.

Minha proposta é que a indústria desenvolva um invólucro sem fundo, deixando a base da garrafa descoberta. Pequenas aletas garantiriam que a garrafa não escorregasse quando o biriteiro fosse abestecer o copo. Tive essa idéia ao observar o Luthor encaixando a Kryptonita verde num cilindro oco, formado pelos dos cristais do Superman - quando o vilão se preparava para criar aquele continente. Lembram do filme? Acho que ninguém assistiu aquilo. Por causa disso, vou chamar minha inovação de Lexbeer.

Panelinha de despacho - Sendo um país crente e sincrético por natureza, é imperdoável que as oferendas aos orixás sejam ofertadas em simples Tupperwares. Já está na hora da indústria desenvolver apetrechos próprios para os cultos afro-brasileiros, como já ocorre de sobra no cerimonial católico. A meu ver, deveria ser desenovolvido uma fôrma que comportasse perfeitamente o corpo de uma galinha preta, além do recipiente portar encaixes circulares para garrafas de cachaça. Esses encaixes seriam similares àqueles que podem ser encontrados facilmente em qualquer carro hoje em dia, para o transporte de latinhas de refrigerante. Seria oportuno que o kit viessem com uma tijelinha, semelhante às usadas para molho de soja, mas que no nosso caso, comportasse farofa. Acrescente-se uns encaixes para velas e aí estará o produto perfeito.

Um toque artístico seria bem-vindo na decoração dos recipientes, como ilustrações representando os orixás e santos-guerreiros. Tal qual as lancheiras com os diversos personagens de filmes, o kit poderia vir com desenhos irados de Ogum, Oxóssi e Xangô. No caso de Iemanjá, seu recipiente seria hidrodinâmico, evidentemente. Prevejo um sucesso estrondoso!

Encosto de porta - Em muitas casas do interior do Brasil, usa-se uma pedra como encosto de porta, impedindo que esta bata violentamente por causa do vento. Quanto mais sofisticada a moradia, mais ornamentado fica o utensílio. Por simples parecença morfológica, as pessoas pintam as pedras no formato de tartarugas ou tatus. Em alguns casos, costura-se um pequeno saco na forma desejada, depois de enchê-lo de areia. Aí está um exótico produto de exportação, e não entendo por que tal bugiganga ainda não ganhou o mundo.

Esse produto, se devidamente explorado, poderia alcançar o mesmo status dos apoiadores de livros, que são vendidos na forma de pares de elefantes ou halterofilistas, sempre como se estivessem empurrando coisas. Aí está uma idéia que espero, sirva de ponto de partida para muitos artesãos criativos. Para mim, quero apenas os habituais vinte por cento.

Puxa-saco - Uma notável exceção nessa lista. Já vi excelentes puxa-sacos à venda em magazines chiques, graças ao hábito arraigado em todas as classes sociais brasileiras, de se reaproveitar os saquinhos de plástico dos mercantis ( ou supermercados, às vezes esqueço que falo cearês ). Normalmente, os tais saquinhos são reciclados para acumular o lixo doméstico, mas não antes de serem postos para secar em varais de apartamentos, perfazendo curioso par com calcinhas e cuecas.

Os puxa-sacos têm o potencial de serem o mais bem sucedido produto de exportação do Brasil, se o empresário certo estiver lendo esse post ( clinc, clanc, plinc! - o som de uma registradora! ). Um bom formato de puxa-saco, é claro, seria o de um sujeito nu com os bagos de fora. Quando a dona de casa precisasse de um saco novo, era só passar a mão nos balangandãs do boneco para puxar dali um saco novinho. A criançada iria adorar.



E aqui está o meu puxa-saco, feito pela minha vó. Sensacional, não? Ela mesma fez os pontos de rendinha e costurou tudo, isso com a intrépida idade de 89 anos! Love, love, love...

terça-feira, maio 15, 2007

O Arthur é meu sobrinho preferido. Ele é filho da Kátia e do Iramiltom, meu irmão que é só um pouquinho mais jovem que eu. O Arthur é super forte e grandão, acho que será o primeiro Gurjão Cardoso a passar de 1,95m. Essa foto registra a primeira vez que pude segurá-lo, sem medo de quebrar as pecinhas. Apesar de muito contente em brincar com ele, não posso esconder uma certa decepção: fui o único visitante da família em que ele não babou a camisa. Sacanagem, me senti desprestigiado.




40.000 visitas


Pois é, imagine uma geladeira cujas portas fossem abertas 40.000 vezes em menos de 2 anos. Nada mal, hein? Sinal de fartura!

Esse sórdido blog completa 40.000 visitas graças a vocês, queridos leitores! Obrigado pela presença, pelos comentários e pelas estatísticas! Graças a esse feedback, ainda tenho tesão pra continuar por muitos lustros. Obrigado, povo! Até os 80.000!

segunda-feira, maio 14, 2007

Fracasso, fracasso, fracasso, fracasso afinal...
Núbia Lafayete

O Jornal O Povo daqui da Fortaleza lançou um concurso de fotos inusitadas sobre a cidade. Falhei miseravelmente, mas se o que eu queria era ver minha foto divulgada, cá está, exclusiva para vocês, meus leitores!



Eu gostei da foto. Ela mostra uma imagem habitual da cidade sob uma nova ótica, que está bem de acordo com o edital do concurso. No caso, a estátua do Imperador Pedro II vista como se estivesse em cima dum muro. Aliás, bem de acordo com sua personalidade política.

A foto também flagra uma carnaubeira, árvore símboo do Ceará, cujo tronco mescla-se com o pilar da paliçada do estacionamento. Pura coincidência. A catedral também aparece um pouquinho, nesta foto tirada num sábado de sol exagerado.

Bah! Odeio concursos! Mas pra quê se mete, então?

sexta-feira, maio 11, 2007

Uma encomenda para decorar com moldes, um quarto de bebê. Acho até que estou ficando bom, de tanto fazer isso. Desenhos, não bebês.





No more lonely nights


Dez coisas que aprendi assistindo:

24

10. Não importa o caos, é possível chegar a qualquer ponto de Los Angeles em vinte minutos.

09. Jack Bauer atrai um azar danado: ninguém percebe que ele esteve envolvido nas seis catástrofes dos últimos cinco anos?

08. Aproveito muito pouco o meu dia, tipo: no tempo que levo para acordar e chegar ao trabalho, Jack Bauer já teria explodido vários terroristas em pedacinhos e mudado de roupa três vezes.

07. Mesmo no maior stress, com tubulações de gás explodindo, aviões despencando e bombas termonucleares perdidas, diga sempre obrigado e por favor.

06. A bateria dos celulares pode durar indefinidamente.

05. O mesmo se aplica para a validade dos desodorantes.

04. A urina evapora sobre a pele, só pode ser. Ninguém vai ao banheiro!

03. É possível passar vinte e quatro horas acordado, mas não em frente a uma TV.

02. Qualquer idiota torna-se presidente dos Estados Unidos. Se bem que isso eu aprendi em 2000.

01. A tortura é terrivelmente divertida.

Lost

10. Mulher feia não viaja de avião.

09. À beira mar, a barba para de crescer.

08. A Austrália é um imã pra trambiqueiros.

07. Bons tempos aqueles, quando se podia pegar um avião com uma maleta cheia de facas.

06. A Ilha é com certeza, o único local da Terra onde não há cearenses.

05. Um dos anagramas para O LOST é TOLOS.

04. Só mesmo numa realidade paralela uma amazona namoraria um hobbit.

03. Se o avião usado fosse um A380, a série teria vinte temporadas.

02. E eu que achava a Ilha da Fantasia maluca.

01. A "fumaça" é preta porque ainda não escolheram um papa.

Heroes

10. Pensei que desenhistas de quadrinhos só morressem de fome.

09. Os poderes do Micah seriam inúteis no Brasil, pois aqui nada tem conserto.

08. A personagem da atriz Ali Larter leva às últimas conseqüências a frase: seja uma mulher diferente a cada dia para seu marido.

07. A ponte aérea Madras - NY deve estar na promoção.

06. Uma xixilíder (Copyright do Ota) indestrutível é ótima pra levar umas bolas na cara.

05. O Hiro é o mais poderoso dos X-Men mas também o mais bobo. Eu pararia o tempo no vestiário daquelas xixilíderes

04. Aprendi que também tenho um superpoder, mas a capacidade de engordar sem limites não deve render bons papéis.

03. O vilão tem nome de relógio. Então, para derrotá-lo, deve vir um herói do Orient. Dã!

02. Resistência ao álcool também deveria ser um superpoder. Veja o Boris Yeltsin, uma esponja embebida em vodka, mas que no entanto, morreu do coração.

01. O simples fato de mencionar Lost, 24 e Heroes no meu blog vai aumentar a visitação em 200%!

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quarta-feira, maio 09, 2007

De pé, ó vítimas da fome!



O gongo bateu na lateral da locomotiva e nenhum passageiro arriscou um pio. Aparentemente, a tentativa de transformar um trem de vinte e sete vagões no maior instrumento musical da História falhara miseravelmente. Para não verem envergonhado o maquinista Anton Pavlovitch, que planejara tudo com tanto cuidado, os passageiros bolaram algo para erguer sua moral. Saltaram dos vagões entoando a Internacional Socialista, ao mesmo tempo em que imitavam a coreografia de Vladímirovitch, o urso do Circo de Moscou. O velho maquinista comoveu-se às lagrimas.

Mas o Celerado das Estepes, como era carinhosamente chamado por seus detratores, não desistia nunca. Inventivo, usava suas horas de folga na Subsiberiana para trabalhar na melhoria de vida do povo. Certa feita, sensível aos problemas que os mujiques tinham para arar o solo congelado - que naquela época do ano chegava à cálida temperatura de 1 Kelvin -, resolveu dar uma forcinha aos seus camaradas.

Forjou um gigantesco arado com uma liga de estanho e maionese, e o amarrou com correntes à sua fiel locomotiva. A idéia era que conforme a composição avançasse, as terras seriam aradas ao longo da ferrovia, poupando horas de trabalho aos camponeses. Na primeira viagem, o arado desenterrou vinte fósseis de mamutes, rompeu oito tubulações de gás, resolveu os problemas de fronteira entre cinco vilarejos, separou três gêmeos siameses e perto do Baikal, pescou um celacanto de oitocentos quilos.

A próxima aventura de Anton Pavlovitch será tentar o recorde nacional de velocidade num trem a vapor, cuja marca anterior também é dele. Perfeccionista, a antiga conquista deveu-se a um acidente, já que dormitara no posto quando descia os Urais. Curiosamente, essa viagem também detêm o recorde de enfartes em trens russos, mas isso é outra história. Para a nova tentativa, escolheu um trecho da ferrovia com forte declive, decidindo substituir a lenha da fornalha por bananas de dinamite. Será que ele vai conseguir? Sinto que ainda ouviremos falar muito de Anton Pavlovitch!

segunda-feira, maio 07, 2007

Minhas experiências com a longa exposição

As fotos foram tiradas depois que a câmera ficou 30s captando luz, lá no telhado do meu prédio. Usei uma lanterna e minha blusa era preta. Eram mais ou menos nove de noite e o céu estava nublado. Não há nenhum truque de photoshop, exceto, que clareei um pouco mexendo com os levels.

A última parece usar a iluminação de um quadro do Rembrandt, gostei.




sexta-feira, maio 04, 2007

Abaixo, outro desenho pra revista interna aqui do Banco do Nordeste. O texto que serviu de inspiração pra figura fala de um brinquedo muito popular Brasil adentro, feito com latas de leite Ninho e cordas de Nylon ( observação: lembrar de cobrar o jabá da Nestlè e da Du Pont ), chamado adequadamente de pé-de-lata.

E o elefante em questão foi uma pálida tentativa de copiar o universo onírico-paquidérmico da Chiquinha. Pisc!




Brasil, um resumo


1500 - 1599

Portugal, no auge da Idade Média, encontra terras além-mar, apinhadas de gente no auge do Paleolítico. O choque entre essas duas civilizações traz vantagens expressivas para ambos os lados. Os europeus troxeram o tifo, a varíola, a Inquisição e a cachaça, e os nativos exportaram para a metrópole a febre-amarela, a malária, o Santo Daime e o bicho-de-pé.

Os nativos de Pindorama - que era o nome que eles davam à sua terra -, não se interessavam pela escrita, nem pela arte elaborada, nem pela construção de carroças com rodas, nem domesticavam animais. Passavam seu tempo colhendo bananas, fazendo guerra com outras tribos e tocando fogo na mata para plantar macaxeira. Os atuais habitantes continuam agindo da mesma forma, mas agora plantam soja.

Nessa época, as florestas forravam todo o território, e eram tão densas que os enormes troncos das árvores quase se tocavam. As matas eram tão vastas que demoraram 400 anos pra cortar metade. Essa incompetência nunca mais se repetiu. Agora, é possível devastar um hectare inteiro de selva num piscar de olhos, e provavelmente, ainda neste século XXI, completaremos a tarefa de derrubar o restante.

1600 - 1699

Todo o litoral estava salpicado de cidades e vilas. Curiosamente, ninguém se arriscava muito sertão adentro, talvez com medo de perder a caravela de volta e ficar preso aqui pra sempre. Para ocupar o tempo, o colonizador português resolveu plantar umas mudinhas de cana-de-açúcar. Mas precisavam de trabalhadores. Como o elemento nativo não quisesse colaborar, deixando de bom grado seus banhos de cachoeira e longas sonecas na rede, para trabalhar de graça de sol-a-sol à base de chibata; foi chamado de preguiçoso. Além disso, conheciam os caminhos e fugiam pras matas interiores. Assim, restou ao colonizador importar trabalhadores africanos, então no auge do Neolítico.

1700 - 1799

Descobriram ouro, muito ouro no terrítório. O que já era uma terra de ninguém se transformou de vez num entreposto de piratas e aventureiros de toda a laia. Portugal, já se transmutando num Império decadente, ordenhou a porca até não poder mais. De colônia problemática, o Brasil agora era praticamente sua única fonte de renda.

Tratados como cidadãos de terceira classe, e não sendo portugueses nem possuindo legalmente o próprio chão em que viviam, os incipientes brasileiros começaram a pensar em independência. Portugal não gostou da idéia e o pau comeu solto. Lembram daqueles aficanos? Pois é, a população escrava era maior que a de homens livres, mas estes tinham melhores armas. Os nativos originais ou foram mortos ou expulsos para as selvas bravias. Foi a época de ouro do Você-sabe-com-quem-tá-falando? Começava a se desenvolver um caráter nacional.

1800 - 1899

Fato inédito na história moderna: os senhores de engenho desalojam os escravos e vêm morar na senzala. A vinda da família real portuguesa ao Brasil esculhamba de vez o que restava de um mínimo respeito pela ordem e a autoridade. Íntimo dos brasileiros, agora o rei de Portugal vira carioca. Esquindô!

No entanto, o desejo de independência total ainda irriga muitas mentes. Não disposto a entregar o osso, Portugal concedeu a independência ao Brasil, mas com uma condição: o filho do rei de Portugal seria o rei do Brasil. A proposta foi efusivamente aceita, saudada com cânticos e festas por todo o jovem país. Eu mereço. Para mostrar que este é um país sério, contraímos uma enorme dívida com a Inglaterra e destruímos o Paraguai.

Movimentos anti-escravidão pipocam pelo país. A fim de contribuir com a eliminação da escravidão em nossa nação, o governo resolve eliminar alguns escravos mandando-os para a guerra com o Paraguai. A guerra termina, mas como o exército já estava embalado, aproveitaram e derrubaram o Império também, criando assim a República.

1900 - 1999

O otimismo encharca o Brasil. É dessa época a maior e mais importante contribuição do Brasil ao urbanismo mundial: a invenção da favela. Não conseguimos pagar aquela antiga dívida com a Inglaterra, mas nossos amigos estadunidenses nos emprestam mais e mais dinheiro, aí fica tudo bem.

A era dos golpes militares. O Brasil não consegue ter dez anos de estabilidade contínua, quando vem um novo golpe de estado e bota tudo de pernas pro ar novamente. A moeda e a Constituição são tão sólidas como as margens do Amazonas. Apesar disso, descobre-se finalmente que o Brasil tem de fato, um Q.I. constante. No entanto, a população aumenta.

2000 - ?

Basicamente, as cidades estão em guerra civil, e tudo o que a elite da população faz é macaquear a sintaxe bretã. Com a proximidade de ter seus outrora vastos recursos minados à exaustão, só restará ao Brasil as divisas oriundas das micaretas baianas e da prostituição senil. A infra-estrutura é falha e quando há estradas, elas estão esburacadas, e quando estão boas, o pedágio é muito caro. O que faz com que os motoristas optem por desviar para estradas esburacadas para burlar o pedágio.

A partir de agora, o que exponho é mera especulação. Mas tudo baseado em fatos e em análises históricas.

A Bolívia anexará o Brasil nos próximos anos, depois que o último presidente eleito, Felipe Dylon, for deposto. Com o aumento do nível dos mares, as cidades no litoral serão submersas e finalmente, Curitiba terá uma equipe de frescobol decente. O Nordeste do Brasil, cansado de tanta gozação por parte do restante do país, declarará independência da Bolívia e alugará seu território como depósito de lixo atômico da Venezuela.

No mais, nuns dias choverá e noutros dias baterá sol. Mas o que eu quero lhe dizer é que a coisa aqui tá... ó: Top! Top! Top!
Eis um belo passatempo pra você imprimir e divertir-se a tarde inteira. Chama-se Sódocu, e o objetivo é preencher os espaços vazios com um dos quatro elementos desenhados. As regras são simples: nenhum desenho pode se repetir na mesma linha ou coluna, e também dentro do quadrado de quatro espaços.

Preparados? Pois chame toda a família para jogar esse maravilhoso quebra-cabaços, digo, cabeças!





Minhas férias


por
Edgar Allan Poe


Como sempre, nossa família alugara a velha casa no litoral, perto do pier e ao lado do cemitério dos marinheiros. As férias daquela temporada seriam as primeiras desde que meu amigo Billy morrera de tifo, e distavam apenas uma semana da fatídica data em que mamãe enlouquecera por completo. Por causa desses fatos, eu sabia que nada seria como antes: mamãe não faria mais seus deliciosos doces e meu amigo Billy, felizmente, não comeria toda a fornada antes que eu tivesse tempo de entrar na cozinha. Mas lá fora o céu brilhava e o vento frio do oceano revolvia meus cabelos. A vida era boa.

Pela manhã, costumava fazer longas caminhadas à beira mar. Numa das incursões, achei um recipiente encalhado logo na linha da maré. Aproximei-me e vi que o grande pote de vidro continha uma cabeça humana. Corri pra casa e fui avisar meu pai, que naquele momento deveria estar fazendo nosso almoço. Ao chegar em casa, silêncio. Comecei a ter um mal pressentimento que subitamente, se confirmara da pior maneira possível: papai estava fazendo aspargos com páprica para o almoço, e eu detesto aspargos. Contei-lhe sobre a cabeça humana achada na enseada e ele olhou-me muito sério. As palavras que pronunciou, tenho certeza, irão me assombrar pelo resto da vida. Ed - ele continuou; - o que é uma enseada?

Recolhemos a cabeça e decidimos enterrá-la no cemitério no topo da colina. Papai tinha uma vida pregressa suspeita, da qual pouco falava - suficiente dizer que ele não podia mais entrar em nenhum prostíbulo de Boston. Portanto, ele queria evitar perguntas embaraçosas e principalmente, a presença da polícia. Durante a madrugada, pulamos a cerca de madeira do cemitério e começamos a cavar uma cova rasa. Mal a pá crivou a areia, percebemos a presença de um vulto que se esgueirava por entre as lápides. Enregelados de pavor, vimos que a tal criatura não tinha cabeça e vinha em nossa direção. Só depois percebemos que a figura em questão era o zelador do cemitério, que no período do dia era acrobata do circo e naquele momento, andava com as palmas das mãos no chão para praticar.

Mas isso só soubemos depois. Assim que o torpor nos abandonara, corremos para casa e fizemos as malas, voltando para a cidade naquela mesma manhã. Pelos jornais do dia seguinte, vimos que fora achada uma misteriosa cabeça deformada nas encostas do cemitério, e o pobre zelador, condenado por assassinato. Mesmo implorando clemência e alegando ser inocente, ele foi enventrado, empalado, desmembrado e guilhotinado. O rigor na execução deu-se por causa da compra de novos instrumentos de suplício pela prefeitura, que viu nisso uma boa chance de testar toda a aparelhagem, já que tudo fora comprado numa liquidação.

Ainda não sabemos de quem era aquela cabeça, nem o motivo pelo qual o pobre homem fora assim dividido. O que sei é que passei o resto das férias trancado em casa, e em meus sonhos, esqueletos decapitados vinham me assombrar. Decidi que nas férias do ano que vem não irei mais atracar em praias infestadas de corpos, mas sim, na fazenda de meu tio Ebenizer, que tem um vasto milharal atulhado de belos corvos pretos. Talvez eu escreva algo sobre eles, algo mais ameno, numa próxima oportunidade.

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Update quinta feira, 10 de maio 2007:

Olhaí, o Olinto resolveu o Sódocu magistralmente! Que tal?

terça-feira, maio 01, 2007

A day in the life