segunda-feira, janeiro 21, 2008

Retrato feito com pontinhos. Tenho que ser meio japonês nessas horas.




A teoria do bolo de amor

O Arthur acabou de fazer 1 aninho. Ele é o primeiro filho do meu irmão, o que lhe confere o status de ser também: o primeiro sobrinho, neto e bisneto da família toda. É muita responsabilidade. Ao ser o centro das atenções, o Tutu recebe carinho e incentivo de todos nós, o que é natural, mas e a contrapartida? Como ele administra o amor que eventualmente sente por nós?

Supondo que o amor dele seja um bolo, o Tutu deve oferecer 90% dele para a mãe. O pai, coitado, se contenta com 5% e nós, o resto - leia-se o mundo todo, inclusive a África e a pediatra dele -; tem que mendigar e dar-se por satisfeito em disputar a tapa as migalhas. Acontece que não é bem assim que a coisa funciona. Na verdade, a quantidade de amor do Tutu é infinita. O mesmo acontece conosco. Ao gostar de alguém, a gente não remaneja o carinho disponível, tirando de um para dar pro outro, como uma rede de adutoras que distribuísse a água dos açudes. O que acontece é que para cada pessoa, o Tutu oferece a sua versão do bolo.

A mãe dele deve receber um bolo gigantesco, daqueles que uma stripper poderia sair de dentro. O pai recebe seu quinhão na forma de um super bolo de casamento, decorado com as cores do Fortaleza. A partir daí, os outros bolos assumem formas variadas, desde um singelo bolo de padaria até uma torta de várias camadas de chocolate, daquelas que a gente acha em casas de chá chiques.

Modestamente, acho que o bolo destinado a mim se parece com uma massa disforme de recheio e creme, cuja forma improvisada foi a tijelinha do cachorro. Para não dizer que o bolo é feio, o Tutu deve ter confeitado com alguns MMs que caíram do chão e tinham que ser aproveitados de alguma forma. Como ele sabe que eu não ligo, achou que ficariam bem. Eu gostei, se foi o Tutu que fez eu quero.

Evidentemente, o tempo deve fazer com que nossos bolos se sofistiquem. Espero ser promovido, e que da próxima vez, o Tutu pelo menos lave a tijelinha do cachorro antes de usá-la.

Feliz Aniversário, Arthur!

4 Comments:

Blogger Tarso Bessa said...

Que legal nascer na era digital. Quando ele crescer vai dar muitas risadas de como é hoje. Fará o que já fazemos. :D

Essa foto com esse trem colorido me deu uma nostalgia!! Quero ser criança de novo. Hehehe.. Ainda bem que a gente se diverte se fantasiando de palhaço no meio da rua.

3:57 PM  
Blogger Tarso Bessa said...

Aliás, já ia me esquecendo.

Hemé, o desenho tá fantástico. Gostei do toque digital.. 0110010010.

:D

4:02 PM  
Blogger Hemeterio said...

Tu viu? Re re re, a gente desenha é pra esse povo esperto!

4:06 PM  
Blogger Edge said...

ah. paternidade!!
é um milagre mesmo, e as outras coisas na nossa vida começam a ganhar outras prioridades. quem diria.

8:39 PM  

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