segunda-feira, agosto 18, 2008

Desenho pra uma coisinha aí, rerere.



Crôníricas

O véu diáfano afanou da vida a dádiva. A dúvida a ela devida foi dissolvida, como um toco cru pegando fogo, ao sabor das vagas e vogais que o mar entoa. A maratona o mar toma, pois as ondas invadiram a pista. O atleta perneta, ao contrário do que se pensa, estava pênsil com suas pernas de carvalho. E que carvalho! Media dois palmos, daquelas enormes manoplas de jogador de basquete do Chicago´s Red Bulls. Mas divago, pois a vaga lembrança do discurso do atomista não me levou a píncaro nenhum, a não ser, talvez, ao escárnio público devido ao meu púbis estar exposto ao sol.

Acalentei descolar os pés do chão, tal qual uma pintural de Chagall, mas o máximo que consegui foi livrar o pescoço da cloaca em que coabito. Tal qual um trilobita, estou engastado na pedra fóssil onde outrora, outra hora, quem sabe, rocei a lama primordial e até gerei alevinos levianos. Bons tempos! Mas hoje, o que vejo é uma pocilga faliforme, vulvular, osculada pelos lóbulos de meus dois gânglios pendentes. E tome pomba! Mas essa paloma não é bicho verídico, pois verifiquei em cada versículo dos Vestas e não havia nenhuma referência, a não ser, talvez, à bunda de Blanchett.

Sade nunca foi sádico, e Jesus nunca foi cristão. Chauvin nunca foi chauvinista e Calvino, calvinista. Nelson Rodrigues não sabia o que era ser rodrigueano, e Masoch, masoquista. A única certeza é que filho da puta não comemora o dia dos pais e que enterro de anão sobra espaço no caixão. Dito isso, dedico o conteúdo do penico à Odorico, aquele que o pediu antes de todos e saiu da refrega ileso. Ah, como era bom refrescar-se ao sol, soldado à praia com a solda fornecida pelo cabo Damião. No entanto, velas surgem no horizonte, deve ser Caminha voltando com a carta que o correio devolveu. Esse percalço não o demoveu, creia: voltou à terra e mandou pela UPS.

A velhota estava na ilhota, roçando com um graveto a sua choupana de palha. Um vagalhão derrubou a palhoça e as gaivotas fizeram troça. Como seria bom se um poema fosse em prosa! Dia desses vi um mago bem magro, maldizendo um muar de sua propriedade. Ele queria que o asno assinasse um atestado, mas todo mundo sabe que isso é impossível, pois os cascos do bicho não seguram um lápis. O mago desistiu e morreu, ingerindo uma mistura de remédio pra verruga e Viagra: aí sua verga roxa endureceu, apodreceu e caiu, batelando como o aço. Aí acabou o espaço.

2 Comments:

Blogger Edge said...

uma mansao velha, eclipse, carros indo para algum evento que soa macabro (pelo chapeu seria algum investigador/fantasia?), montanhas ao fundo que parecem ter neve, a placa da propriedade esta sem nome (mas indica que é lugar conhecido?)

suspense e segredo! nos próximos capítulos da Heart?

9:20 PM  
Blogger Hemeterio said...

no comecinho de setembro vou colocar os desenhos aqui, espero que a coisa dê certo. ufa, torcei!

4:27 AM  

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