segunda-feira, março 31, 2008

O Pete de caneta BIC.




A esfera de tungstênio

Não tenho acesso ao Google de onde estou escrevendo essas mal troçadas linhas. Assim, não tenho como conferir a fonte da citação, então tomem por verdade ou procurem por si mesmos. Bom, mas eu ia falar de Ló. Deus, em sua costumeira sanha destrutiva, queria arrasar a cidade onde vivia Ló porque lá só havia putas e flamenguistas.

Ló, com a paciência de Jó, argumentou com Deus que se, digamos, vá lá, numa possibilidade rasteira, existissem cem pessoas de bem na cidade, Ele a pouparia? Deus ponderou e disse que sim, de fato, se houvesse cem pessoas que seguissem a Minha Lei Eu pouparia a cidade. Ló, contente por estar ganhando uma barganha com um judeu, continuou.

TP, digamos que não fossem cem, mas dez sujeitos bacanas na cidade. Você a pouparia? Sim, respondeu Deus, dez justos aplacariam a minha ira. E se fosse apenas um cara? Bom, então por causa dessa única alma boa, todos estariam salvos. E Deus não destruiu a cidade, mas já que ali perto estavam Sodoma e Gomorra…

Esse preâmbulo é só para dizer que existem invenções bacanas, úteis e divertidas que livrariam a cara da humanidade, se a gente tivesse que ser julgado apenas pelo motor a Diesel, pela bomba H ou pela cruz.

A caneta BIC, por exemplo.

Considero a revolução das canetas descartáveis mais importante que a invenção dos tipos móveis. De fato, a possibilidade de escrever em todo lugar, sem complicação ou sujeira, na palma da mão ou na moleskine, empurrou as fronteiras dos vestígios humanos na Terra.

Dos rabiscos das cavernas e risquinhos em placas de argila mole, chegamos às pichações de porta de banheiro, assinaturas no gesso, notas zero no boletim, garatujas nos tênis All-Star, cadernos de contas dos traficantes, desejos de boa sorte em notas de um real, caligrafias suaves dos diários de mocinhas e finalmente, como numa obra-prima de confirmação do quanto a BIC chegou às massas; a caderneta de fiado do boteco!

Só faltava chegar às galerias. Pois chegou. Esse cara empurrou o patamar dos rabiscos com BIC ao status de obras de arte. Eu, que antes de usar um lápis já usava BIC, fiquei emocionado no quanto a canetinha de cristal pode mostrar seu valor, nas mãos certas.



Mais aqui:

www.juanfranciscocasas.com

sexta-feira, março 28, 2008

DESOCUPADÃO 2008

Começou o pantagruélico e metalingüístico concurso Desocupadão 2008. Pra variar, estou na frente, defendendo meu bi-campeonato. Advirto logo os esperançosos de plantão que não vou dar mole. Sem essa de deixar o outro carro passar no finalzinho da corrida. Tentem me deter, huá rá rá!



Mais aqui, no blog do Thiago Corn´s Face

http://carademilho.blogspot.com

quarta-feira, março 26, 2008


The Hemetimes

nº4

Extra! Novo Hemetimes no pedaço! Taí num formato bom pra imprimir, caso você queira sair por aí posando de intelectual. Pra encaixar um no outro, nada mais simples. É só imprimir ab no verso de ba e cd no verso de dc. Dobre as folhas e encaixe uma na outra conforme a numeração de página. Achou difícil? Pois até mesmo Sthephen Hawking, com as mãos atadas, poderia montar um!

Espalhe alguns exemplares: na sua creche, na reunião do AA, na audiência com o ex-marido, atire alguns pela janela do carro! Ajude o mundo a ser um lugar menos limpo!

Para ler o Hemetimes já sabe, né?
É só clicar na figura para ampliar.

ab


ba


cd


dc

segunda-feira, março 24, 2008

BNB HQs

Um exemplar da série de HQs para o BNB. É deveras divertido fazer esses desenhos, mas reforço que o texto não é meu. Enfim.

quarta-feira, março 19, 2008

Trechinho garimpado do novo The Hemetimes, agora mais profissa. Depois do feriadão eu volto com a edição completa, tenham calma, não quero o enforcamento de ninguém na minha conta!



segunda-feira, março 17, 2008



Todos esses carros e prédios foram um dia,
sonhos na cabeça de alguém.


Peter Gabriel


Todo prosa

Escrever é uma tarefa Spinoza. O tempo é Kurt e muitas vezes, leva-se ao simples Descartes os textos que não vingaram. Escrever é Voltaire repetidas vezes ao topo da página em Branco, implorando aos deuses que as idéias não dêem numa Fonseca. Allen disso, Eça trabalheira não nos garante um texto Millôr. Escrever também é deixar-se Tolstaya ao sol.

Tu é gay, Turguêniev que eu sei. Foi com essa frase que Clarke botou a Boccacio no trombone. Kishon limpa, Exclamou Marx para a empregada, em seu fortíssimo sotaque alemão. Tagore disponível? Perguntou Borges para a prostituta síria, enquanto ela limpava seu Scliar postiço. Essa macumba Cortázar? Foi a pergunta que o pouco sortudo Veríssimo fez para a mãe de santo, no terreiro Machado de sangue e suor.

Tenho Ovídio uns boatos, quase um Trótsky de mal gosto: que Oscar não é chegado em Molière. Ora, opção sexual não se discute, cada um Chabon fazer o que bem entende. O que não pode é ser Homero expectador dos fatos. Inclusive, ninguém está aquí para ser Amado por todos. Veja que nada é mais Faulkner que um autor cuja obra não Comte. Para ser popular, o escritor tem que ter suas falas no Gogol de seus leitores.

Fiódor só amanhã, já dizia a placa no Balzac de antiguidades. Mark minhas palavras: Borges Saramago antes que a varinha o Tolkien, pois ele é a magia em Pessoa. Sabe o que me deixa Pirandello? Sucos com Cervantes e gente pé Dante. Se a coisa continuar assim, sem talheres decentes, vamos ter que comer Camões.

Nabokov da garrafa fez muito sucesso, todo mundo andava com o Bakunin de fora. Aghata da vizinha Sade das coisas e Suassuna andava toda arreganhada. O problema de todo literato é a Lorca higiene pessoal, as pessoas Pound mas não limpam. Também fico Puzo da vida quando tenho que trabalhar enquanto o folgado do Edgar Allan põe.

sábado, março 15, 2008



www.tibet.com

quinta-feira, março 13, 2008

Um porto alegre é bem mais que um seguro

Desenho para a crônica do mês da Conterrâneos, a revista interna do BNB. No caso, sobre três funcionários do banco, nordestinos, perdidos na noite de Natal da Porto Alegre dos anos 70. É uma longa história, mas bá, que tal?

segunda-feira, março 10, 2008

LifeToon

Meu primeiro podcast, ora vejam.

Queria postar alguma coisa em vídeo, mas o quê? Eu mesmo aparecendo falando e falando não tem graça, e minha carranca também não ajuda. Bom, vou oferecer algo, ao invés de simplesmente, tomar o tempo de vocês. Daí construí uma engenhoca de papel, amarrada com rolos de fita adesiva e ligas de dinheiro, que permite que eu seja filmado desenhando. Ficou feia como o diabo, mas funciona. A forma segue (dita) a função, não é assim?



Coloquei a câmera no topo e fui improvisando. Confiram o resultado aqui embaixo, que tal? Vou lapidar o formato, acho que aí tem bons e belos panos pras mangas. Nem o teatro de rebolado de Paris oferece um entretenimento como esse! Difunda-se a si mesmo. Divirtam-se!

quinta-feira, março 06, 2008

A hora da papinha

As mais novas aventuras do meu sobrinho Arthur!





segunda-feira, março 03, 2008

Drawing in the dark

Ah, você trabalha com isso por tanto tempo que faria tudo de olhos fechados. Será? Certa vez, vi numa revistinha do Pato Donald um troço bem legal: pediram aos desenhistas que fizessem os personagens da Disney com os olhos fechados, justamente para testar se essa frase faria sentido. Muita coisa torta foi publicada, mas com os diabos, outras ficaram bem legais.

Agora, séculos depois, lembrei da história, em meio a uma semana sem assunto. Fiz alguns desenhos rigorosamente de olhos fechados, para ver se eu mesmo poderia fazer parte da brincadeira. Quem duvidar e quiser me por à prova, eu aceito uma viagem para qualquer lugar do Brasil, contanto que você, cético de plantão, forneça as passagens e as camisinhas. Aqui estão:

Enterprise

Gostei paca dessa Enterprise. Mal posso esperar pelo filme STAR TREK, que vai recontar as origens de uma das amizades mais exóticas do cinema: mr. Spock e capitão Kirk, embrenhados na recém construída Entreprise. Mas só rola em 2009.

Carro

Carrinho bem decente. Atentai, psicólogos de plantão: coloquei o chão por onde o carro anda. Portanto, não devo ser assim tão doido quando meu analista acha.

Donald

Gostei, saiu bem feitinho.

Pateta

Dá pra reconhecer.

Casinha

A casa ficou parecida com um galpão explodido, mas cumpre o recado.

Batman

Para minha vergonha e descrédito, o Batman ficou péssimo. Tenho que rever meus heróis ou repensar a profissão.

Bob Esponja

Nada mal, acho que até o Patrick o reconheceria.

Cotoco

Dá pra sacar.

Vedete

Gostei deveras. Tá meio henfilniano, tem balanço e graça. legal. E essa vulvona tá massa.

pôr-do-sol

Marrom. Despedida melancólica, espero me sair melhor na próxima tentativa.

sábado, março 01, 2008

A periodicidade do meu hebdomadário é confiável como as fases da Lua. Assim, aqui está mais uma edição do Hemetimes, um jornal mais amarronzado que a túnica de São Francisco.

Como de praxe, clique nas imagens para ampliar e ler, ok?