terça-feira, julho 29, 2008

Ilustra pra revista aqui do BN: uma crônica bem humorada sobre as desavenças entre duas famílias, por causa duma galinha - ou algo assim.

sexta-feira, julho 25, 2008

Saiu uma nova fornada, cá está o seu esperado jornal menstrual!
Hemetimes 7!








segunda-feira, julho 21, 2008

Carta que acompanha o Hemetimes 7, que já está a caminho.



Informação demais

A Internet é uma lupa. Quem já era sem noção fora da web torna-se um inacreditável porraloca dentro dela. Estava eu lendo os comentários de um blog quando vejo a seguinte pérola. Troquei as palavras por sinônimos e omiti trechos, para que não seja tão fácil achar o autor pelo Google. Mas concordem comigo que esse cara forneceu mais informação do que eu ousara saber.
-.-
B... , tô proibido pelo médico de sair de casa por 15 dias. Nada de ficar sentando muito que é pra não abafar meu problema. O cisto foi tratado errado pelo médico da Pro-rabo e estou recomeçando novo tratamento com o dr. Paulo Cachaça. Tenho um buraco no bumbum - sério, e corro risco de infecção -. O médico me pediu pra ficar em casa e tomar a medicação e mexeu na minha dieta e tudo. Ele me assustou lembrando o caso do prefeito de Coxabamba do Sul que morreu quando estourou uma espinha. Ele me disse que o meu cisto está exposto e devo ficar no repouso porque está próximo da corrente sangüínea. E aí, babau! Perdoa, cara, mas primeiro a vida da gente, não é mesmo? Aparentemente, estou ótimo, mas no fundo, no fundo, cê sabe, né? Gostaria de estar com vocês, mas não dá.
-.-
Puerra, manda um e-mail pro teu amigo e não coloca isso nos comentários, tem gente jantando.
Acho que já vi esses caras antes...

http://www.joker-scene.blogspot.com/


O cavalheiro das trevas

A noite estava abafada e escura, como se toda cidade estivesse confinada num enorme forno crematório. A lua aparecia por trás das nuvens difusa e indefinível, parecida com uma dama cuja maquiagem estivesse borrada de tanto choro. As ruas imundas da velha e corrupta cidade ameaçavam tragar seus habitantes, como se o asfalto voltasse a ser piche pegajoso a qualquer momento. Definitivamente, a esperança era um luxo dispendioso e fútil em Gotic City!
Nessa mesma noite, Mary Lust voltava do trabalho no auge da madrugada. Seu turno como garçonete e biscate acabara há pouco na boate Vulva´s e ela caminhava apressada, pois pela manhã, pegaria novamente no batente em seu emprego diurno formal: operadora de caterpillar.
Num beco particularmente escuro, Mary avista uma silhueta que fumava imóvel. Ela aperta contra o peito a bolsa na qual continha a féria do dia, dinheiro esse que ela há muito juntava para as tão sonhadas férias em Gaza. Mary passa rápida pelo estranho e em seguida, sente os pelos do pescoço se eriçarem, pois percebe que o estranho a segue. O desespero toma conta de seu ser, pois ela sabe que numa cidade assim tão viciada, seus gritos de socorro seriam tão inúteis como um protesto formal dos cristãos ao Senado de Roma, contra os maus tratos no Coliseu. Mesmo assim ela grita com toda força, quando o estranho a encurrala num canto da parede.
O bandido mostra um punhal cujo aço cintila sob a débil luz da lua. Mary fecha os olhos, aterrorizada, e o tempo parece se enregelar naquele instante. O silêncio mórbido, que não durara um instante, só é cortado pelo pigarrear cortês de um terceiro vulto, que surgira das sombras: o cavalheiro das trevas!
-Com licença, senhor meliante, posso falar-lhe a sós por um momento? - Disse a elegantíssima figura, enquanto dava toquinhos polidos no ombro do gatuno.
O bandido virou-se por um instante, a tempo de ver que aquele que tão imprudentemente interrompera seus negócios trajava um fraque, cartola e uma bengala de chifre de narval, que se tivesse cultura para tanto, saberia que o adereço valia mais que mil bolsas como aquela que ele tantava roubar da pobre Mary.
- Por certo há de concordar que esse seu mister é inadequado com o nível de civilidade que tentamos impor a essa cidade, não? - Continuou o cavalheiro, enquanto ajustava o monóculo. O bandido ficou sem saber o que fazer, e até mesmo Mary arriscara-se a abrir um olho e ver que estranha figura era aquela. O bandido, recuperando o controle, rapidamente aponta o punhal para o cavalheiro, que reage com elegância: - Eu bem que desconfiava que essa seria sua atitude, meu bom homem, e me vejo forçado a reagir, mas saiba que esse meu ato não implica uma censura direta a sua pessoa e sim, a um estado de coisas que sem dúvida, propiciou sua entrada no mundo do crime. Perdoe-me de antemão.
Dizendo isso, o cavalheiro rapidamente desarma o bandido com um golpe de sua bengala, fazendo com que o punhal crave numa viga, fora do alcance de todos. Desarmado, o bandido investe contra o intruso, mas esse esquiva-se com agilidade. - Meu rapaz, o confonto físico deixou de ser argumento desde que nós entabulamos o alfabeto e a escrita. Não poderíamos discutir a situação como cavalheiros? O bandido, que caíra desajeitadamente ao errar o golpe, levanta-se esbaforido e corre viela adentro, sem olhar pra trás.
Mary ainda não acredita no que aconteceu, e como estivesse em frangalhos emocionalmente, cai de joelhos sendo amparada educadamente pelo cavalheiro de preto. - Minha cara, espero que esse incidente não a faça perder as esperanças num melhor porvir. Quero que saiba que essa cidade ainda comporta homens de bem. Boa noite.
Dizendo isso, o cavalheiro faz uma mesura com sua cartola e desaparece nas sombras, tão calmamente como viera. Mary não acredita na sorte que teve e corre em desabalada carreira para o ponto de ônibus mais próximo, a salvo.
No dia seguinte, ela soube que o comissário de polícia estava acobertando as incursões do cavalheiro, e que mandara instalar no topo da chefatura de polícia um holofote com o dístico do - literalmente - vigilante dos bons costumes. O jornal reproduzia uma imagem do logotipo, que Mary achou parecidíssimo com o rótulo do azeite Lord. Cada louco que aparece nessa cidade!

terça-feira, julho 15, 2008

Humor Gráfico Urbano Involuntário ou:
pense num primeiro grau bem feito

Enfim, um movimento de oposição ao Cambeba!* Nem que seja, pelo menos, o movimento dos quadris.

*Aos que não são da Flatheadland: Cambeba é o nome que se dá ao Centro Administrativo do Governo do Estado, localizado, convenientemente, no bairro do Cambeba. Longe dezenas de quilômetros do Centro de Fortaleza, o Cambeba é onde os vários governadores, desde os anos 70, tramam suas maldades.

sexta-feira, julho 11, 2008

Ele está entre nós



Povo querido, aqui vai a primeira resenha crítica do Chibata! A editora provavelmente liberou alguns exemplares para os críticos malharem à vontade, antes do lançamento pra valer. O envio pra quem já pagou pelo livro, no site da Conrad, vai ser dia 29 de julho.

Aqui vai o texto da jornalista Carol Almeida, do Zuper Blog:

http://www.zuper.com.br/2008/07/chibata_review.html

segunda-feira, julho 07, 2008

Life´s corners

quinta-feira, julho 03, 2008

Desenhinho prum projeto secreto, obscuro e capcioso que eu tô fazendo, hua rá rá! O que será?


Ah, antes que eu me esqueça: Ganhamos a quadra!

Participei de um bolinho de apenas quatro comparsas. Vamos reinvestir a grana do prêmio, aproximadamente R$250, num jogo gigante. Eu jogo regularmente desde 1998, e nunca havia ganho patavinas! É lógico que já gastei bem mais do que me foi auferido, mas o viciado não liga pra isso. Rumo à Megasena acumulada!

terça-feira, julho 01, 2008

Homer no Brasil - desenho para a monografia do Alexandre Aires, que em breve será publicada aqui pelo Banco do Nordeste.