segunda-feira, setembro 29, 2008

Mais ouvir que falar

Semana passada, fui convidado para falar a um grupo de jovens da cidade de Palhano, Ceará. Todos eles são pré-universitários, esforçados e espertos, que ganharam um dia de atividades patrocinado pelo Banco do Nordeste, aqui na capitar. O tema da minha falação era livre, e num arroubo de humildade, não quis falar sobre mim mesmo (arquitetura, desenhos, livros), mas sim, sobre astronomia.

Elaborei uma apresentação que começava numa vista aérea de Palhano (obrigado, Google-Earth) e dali, partia pros cafundós do sistema solar. Acho que eles se amarraram. Desmentindo o que acabei de dizer, aqui vai um exemplo da minha soberba: um e-mail de agradecimento da direção do evento:

Hemetério
Em nome do INEC agradecemos sua disponibilidade e cuidado em preparar uma apresentação tão bonita e cheia de curiosidades, com o objetivo de instigar os alunos a pensar alto e grande e lembrá-los de sua importância na grande teia da vida. Você foi relembrado por eles durante o evento. Fizemos uma viagem espacial criativa. No dia seguinte, alguns vivenciaram as imagens e voltaram para construir seu primeiro projeto de vida.
Conte com o INEC quando precisar, pois com certeza iremos convidá-lo outras vezes.
Sorry, periferia! Aqui vai uma foto do evento e um mísero frame da apresentação, que mostra Saturno envolto em suas fantásticas auroras polares.

segunda-feira, setembro 22, 2008

A primeira Chibata! na Playboy

A Playboy de setembro deu uma notinha simpática ao Chibata! A coluna Neurônios_hqs qualificou com quatro coelhinhos nosso livro, e o texto foi extremamente elogioso! Uau! Fiquei muito contente, é claro, mas.... bem, o livro ainda não saiu. A editora liberou alguns pra imprensa, mas no site, ainda consta como pré-venda. Ufa, ainda bem, pelo menos. Paciência, paciência, tá quase dando certo.



A nota saiu na página 62, um pouquinho antes da entrevista com o Fernando Meirelles. E nunca é demais lembrar: aqui você pode comprar na pré venda da Conrad.

http://www.lojaconrad.com.br

The Hemetimes 9

O Hemetimes 9 está sendo cozido em fogo brando. Aqui vai um pedaço dele, a título de degustação. Tirei essa foto de um poste ao lado de uma parada de ônibus.

Interessante essa mídia, as paradas de ônibus. Em geral, elas ficam forradas de cartazes publicitários e não raro, pedidos de ajuda para achar parentes perdidos. Parecem com aqueles antigos quadros de aviso medievais, que ficavam na praça central da aldeia. Bom, mas divago. Qualquer tentativa de analisar em demasia o cartaz torna a piada sem graça.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Cadernais

Ora vejam, não sabia que o Saramago tinha um blog. Admito que fiquei decepcionado. Achava que o venerável escritor português era avesso à tecnologia, que defendia o arcaísmo de sua labuta em máquinas de escrever como o japonês perdido numa ilha distante, que devotara sua vida a proteger o forte, anos depois da guerra ter acabado. Bom, o Saramago mora numa ilha...
Só falta agora Suassuna adotar um canal no YouTube e eu aprender a usar um vídeo-cassete!
O Caderno de Saramago é novinho, só existem textos para o mês de setembro. Imprimi alguns para ler no ônibus, e em seguida, deixei-os à solta para que o povão tenha a chance de ler também. Pérolas aos porcos? Pois é, também pensei nisso.
Logo pelo primeiro texto, esse aí da foto, a gente vê que ele continua afiado. A sova que dá no George Bush é, antes de tudo, um texto de humor. Bush é meio como aquelas piñatas de festa, é lugar-comum enchê-lo de porrada - foi feito pra isso!- mas há uma grande diferença entre ser vaiado por um bêbado (eu!) e pelo maior escritor em língua portuguesa vivo.
Aqui, ó:

segunda-feira, setembro 15, 2008

Life and Death

Saruman é um notório devastador de árvores. O primeiro mago branco é um sujeito tão ruim e tão inimigo do meio-ambiente que sua foto deveria estar impressa em cada gabinete do Greenpeace, talhada por tarjas vermelhas ou servindo de alvo para dardos. No final d´O Retorno do Rei, Saruman aporta no Condado e corta todas as árvores! Quando os quatro hobbits retornam também, logo após suas aventuras, encontram aquela devastação só. Depois de apearem Saruman do local, eles replantam árvore por árvore, com a ajuda dos fertilizantes dos elfos. Tudo rebrota em um terço do tempo, mais viçoso e bonito que nunca!

Pois bem, aqui na minha aldeia também existem alguns orcs e bruxos do Inferno que adoram cortar árovres. Não sei quem cortou minhas castanhoeleiras. Não importa mais. Elas tinham cinco andares de altura, e depois dessa phoda, ficaram reduzidas a tocos de meros três andares. Quase mataram meus ents.

Bom, não tenho o pó dos elfos, e as árvores só podem contar com elas mesmas, o sol e a chuva. Tirei uma foto do desastre, no dia em que foram cortadas, e depois, três meses adiante. O resultado é espetacular, mesmo sabendo que elas vão demorar décadas para atingirem o antigo esplendor. Tenho as fotos das árvores como eram antes, mas... melhor não ver mais. Passou-se. Bah. Maldita raça humana. Minha esperança é que o planeta se livre de nós como um cão expulsa as pulgas do seu couro maltratado.


quinta-feira, setembro 11, 2008

O mago e o maestro, storyboard que mandei pra PIXAR.



Em Cartaz

Ensaio sobre a gagueira

O filme era pra durar duas horas, mas levou seis, devido à atuação convincente do elenco. A equipe de legendagem também penou para acompanhar o ritmo. Segundo o Sindicato dos Tradutores, nunca se usou tantos hífens numa legenda. Cu-cu-cu-cu-cu-idado com o bueiro, frase totêmica de todo o filme, é repetida oitenta vezes. O diretor Fernando Meire Elles empolgou-se tanto pelo tema que lá pelas tantas, introduz um fanho gago na trama. A coisa poderia ter fugido do controle, se a sensata cabeça da diretora de arte não abolisse a cena em que vinte mil gagos, postados no paredão do eco no Grand Canyon, tentavam declamar uma letra de Djavan. O filme termina com a apoteótica e emblemática cena dos dois gagos nas extremidades de um túnel. Um deles grita como pode: Oh, que-que-que e-e-eco que há cá. E o outro responde, O-o-o-o quê? Cá-cá-cá há e-e-e-eco?

Hellguy

Documentário sobre Aspartame Coutinho, o sujeito mais chato do Universo. Sua presença entediante fazia com que lemingues desistissem do suicídio, e ao invés disso, montassem uma banda de Axé. O diretor do filme foi seriamente tentado a dar cabo da própria vida, pois não agüentava mais os pitacos de Coutinho durante a edição do material. Obviamente, ele aperecia na ilha de edição sem ser convidado. Na exibição teste, o projecionista enforcou-se com um rolo abandonado do Canal 100, que por algum motivo obscuro era guardado em sua salinha. A equipe teme que o filme ganhe o Oscar das mãos de Michael Moore, pois há a real possibilidade que o documentarista tente agredí-los a todos com a estatueta. Apesar disso, o filme está indo bem na estréia, e apenas dois expectadores dormiram tanto que entraram em coma.

Linha de impasse

Weltar Sellas conseguiu de novo. Um filme espertíssimo sobre a regra de impedimento. Encomendado pela FIFA, o filme tenta, mais uma vez, explicar como funciona a regra mais estúpida do futebol. As tentativas anteriores de explicá-la para o povão redundaram num estrebuchante fracasso - muitos confundiram o impedimento com um conclave. Weltar escalou um timaço de atores: Fernando Collor e Richard Nixon explicam detalhadamente o que é estar em empedimento, enquanto imagens de pacientes com retenção urinária são projetadas por trás. O ponto alto do filme é quando, finalmente, um garotinhho olha para o campo de futebol e exclama: - entendi, o impedimento é um coito interrompido!

quarta-feira, setembro 10, 2008

11 de setembro de 2008

Preguiça de desenhar de graça. Minha lembrancinha sobre a demolição das Torres Gêmeas, há exatos sete anos.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Grêmio Recreativo Unidos do Geóide


Estava entediado e bolei a bandeira da Terra. Gostei da proposta, pois ela tem duas leituras. Além de mostrar o sistema Terra-Lua e o Sol amarelo, também remete à iminente e inevitável islãmização do mundo. Reparem que a Terra e a Lua, sobretudo, estão em crescente. Tomai, cristãos, que sua era acabou!
Alguém poderia bolar um hino. Pena que o som não se propaga no vácuo e a bandeira não tremula num espaço sem vento. Mas e daí?

quinta-feira, setembro 04, 2008

Bom dia sol, bom dia lua!


Ipês roxos! Flor de macho!

segunda-feira, setembro 01, 2008

Piauí notes

Dancei mais uma vez, esse mês, no concurso da revista Piauí. Mas pelo menos, eles publicam no site as tentativas dos escribas. Vejam lá a minha versão da história, se não estiverem estorvados de afazeres. Resolvi mandar uma versão em quadrinhos, vai que colava, né?

É só clicar na imagem. Se não der certo, taqui o endereço da revista:

http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=759