segunda-feira, janeiro 05, 2009

MMIX

Tudo que tem MIX no meio cheira ao alegre entrelaçar afetivo entre gêneros idênticos. Mas isso não tem nada a ver com o texto de hoje, é que voltei das férias inspirado. Fui ao Maranhão visitar meu irmão Júnior e de quebra, conhecer também o Milton e a Ariana, fiéis leitores dessse blog insosso. Obrigado a todos pela acolhida!

Aproveitei e também fui conhecer Alcântara, cidade histórica do outro lado da ilha. Alcântara é famosa pelo seu casario histórico e pela base de lançamento de foguetes. A julgar pelo infeliz estado de conservação das casas, parece que metade dos foguetes caiu sobre a cidade, ou pode ser impressão minha. Mas como o Brasil não consegue colocar nada em órbita, a não ser o ego de alguns governantes, minha teoria não parece ser tão furada assim.

Mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado. A cidade, mesmo meio detonadinha, é preciosa e absurdamente bonita. Do mesmo nível de uma Ouro Preto ou Olinda, a cidade é patrimônio da humanidade e merecia um melhor tratamento. Algo já está sendo feito via Iphan, mas no Brasil sempre é bom estar vigilante.

Vejam aí embaixo um exemplo. O pórtico central era importado de Portugal, pois a colônia não podia produzir material de construção. As paredes eram erguidas de qualquer jeito com material local: tijolos toscos e pedra. Como algumas casas estavam com o reboco descascado, foi como achar um fóssil de 400 anos com as entranhas à mostra, como na foto seguinte.





Gostei do grafite improvisado num tapume, também em Alcântara. A guria tem traços dos mangás, influência onipresente entre os jovens, e macacos me chupem se ela não está bem gostosinha com suas calcinhas rosa. O que diabo é aquilo, uma tocha, uma flor ou um espanador? Eu gamei.



Foto pra prêmio. O prêmio da Fundação Michael Jackson para o Apalpo, digo, o Amparo das Crianças. Sacanagens sórdidas à parte, ficou bem bonitinho, não?



Mais do casario. O azulejo só sobrevive na arquitetura brasileira em casas antigas ou em piscinas de clubes. Pena, pena.



Pra terminar, uma prova que o fotógrafo é chegado a um homoafeto (já incorporei a reforma, tá ligado?). Esse "fotógrafo" (omitirei sua identidade para preservar o que restou da sua dignidade) é mais chegado num cofrão que o tio Patinhas.

2 Comments:

Anonymous Michel said...

"Mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado"

Toca RAUL!

Sem condições o cofrex...

Abraços!

12:34 PM  
Blogger Fernando França said...

Rapaz, bienvenu da terra das palmeiras onde canta o sabiá!!! se é que ainda tem palmeiras, se é que ainda tem sabiá...
Os casarões são lindos!!
Abraço

7:23 PM  

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