terça-feira, abril 21, 2009

Literatura da solidão



Fico imaginando como terá sido o flagrante. Alguém da zeladoria viu o contorcionista com os pés na pia, ou foi uma autocrítica misturada com remorsos? O fato é que eu não poderia deixar de contribuir com a redação de um novo panfleto, e elaborei alguns outros adendos prevendo eventuais trangressões. Vamos lá.

- Não abandone bebês na pia. Procure a Santa Casa de Misericórdia ou a Casa do Menino Jesus.

- Não encare seu colega mijando. Putaria só na sua casa.

- Evite comentar sobre a índole da mulher do chefe. As baias têm ouvidos.

- Não use a privada para dormir escondido.

- Pelo amor de Deus, punheta a essa hora do dia não, peraí!

- Contenha seu choro. Seja homem, seu frouxo!

- Recomponha-se antes de sair do banheiro.

Faça você mesmo!

Você que tem o espírito de Tyler Durden e Guy Fawkes por cima de si, crie sua própria lista de sandices e cole no banheiro de sua preferência! Note o rigor do papelote, sem papel timbrado nem nada. Até os avisos do meu condomínio imitam a chancela do selo da presidencia da república. De nada, de nada. JOVEM! O Brasil espera que cada um faça sua parte!

3 Comments:

Blogger Nanael Soubaim said...

Ainda estou a pensar, sem solução, em como tomar banho sem molhar o chão. Acrescente: Mante teu cartaz a um revisor de textos, antes de afixá-lo.

1:37 PM  
Blogger Mariana Araújo said...

pode lavar o joelho? pq eu já precisei lavar o joelho cheinho de sangue...pode? pode?
huahauhauauhauhau

1:43 PM  
Blogger Hemeterio said...

Esse povo é doido, Mariana, não sabem escrever. Hoje vi uma placa assim: self service sem peso. re re re servem pastel de vento?

2:59 PM  

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