sexta-feira, setembro 11, 2009

Pintura



Pintura retratando meu irmão Júnior. Um presente pra ele espantar as muriçocas do seu ap novo, no Maranhão. Vou colocar uma moldura e devo enviar pra lá no comecinho de outubro, quando o ap fica pronto.

Abaixo, um arremedo de making of e um ligeiro FAQ.








FAQ e Respostas...

-Nossa, deu muito trabalho?
-Imagina, fácil como cair de uma árvore.

-Qual o tamanho?
-Da tela? Puxa que susto. Bem, ela mede 60x80cm. Foi pintada com tinta acrílica. Portanto, é uma genuína Acrilic on Canvas. Sacou? Esquece.

-Você faz por encomenda? É caro?
-Faço sim. Se é caro? É. E quanto mais feio o modelo, mais caro fica. Caso interesse, mande um email pra hemeterio arroba gmail ponto com que a gente combina.

-A tela tá em cima de uma tábua de passar roupa?
-Tá sim. É que costumo passar minhas roupas no cavalete. Eu também cozinho na cama e durmo no fogão.

-Puxa, quantos tubinhos. É tinta?
-Não, é pasta de dente colorida.

-Demorou quanto tempo pra pintar?
-Uma semana. Mas daria pra fazer em três dias. É que saí pra beber, pra ver um filme, pra ver o jogo, enfim; pra viver.

-Eu tenho uma foto mas me acho feia, dá pra melhorar?
-Sou apenas um pintor. Procure a Igreja Católica, setor de Milagres.

terça-feira, setembro 08, 2009

A arte do desapego

Eu sempre quis um Mercedes-Benz, no caso, um Classe A. Juntei um troco, mas não deu. Isso na época em que eles eram fabricados aqui. Agora, importados, estão insanamente caros e completamente fora do meu alcance. Desisti. Mas há alguns anos, como um "chama" pra prosperidade, comprei uma réplica carinha do A Class alemão. Bonitinho, não? Falo do carro, eu sei que eu sou um gato.



Mas depois me toquei que se eu fosse budista, diria que esse desejo insepulto bagunça meu karma e me arrasta pro poço das lamúrias. Melhor me livrar do avatar do carrinho de uma vez por todas, e deixar que tudo descanse em paz. A tal arte do desapego. O viajante se livra dos fardos, e não os acumula durante a caminhada (desculpa de perdedor).

No sábado pela manhã, um garotinho nos abordou no bar. Como eu previra, aliás, pois sempre somos abordados por pedintes quando vamos beber. Este é um país cruel, não sei se sabem. Então, precavidamente, levei o Classe A na sacola. Ele chegou e pediu uma "comidinha". Eu disse que não tinha não, mas quer ganhar um carrão? Ele adorou e agradeceu. Depois, foi pro outro lado da rua e deu o carro pro irmão guardar, que ficou brincando com o presente. Espero que o carro e - vá lá -, a bondade implícita, estimule novos sonhos em alguém tão jovem - e meu Zeus, com trilhares de dificuldades a mais que as minhas!



Ah, eles conseguiram a sua "comidinha". O dono do bar fez uma boa marmita pros dois, que foram embora cada um com seu pacote. Com as devidas ponderações, foi um dia feliz pra eles. E pra mim também.