quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Fist Member

Taí, um cara que nao se envergonha de escancarar suas preferencias sexuais! Boniiiito!

AILIFILIA


Já falei que está no ar meu blog de palíndromos, o AIFILIA? Não? Pois cá está: http://ailifilia.blogspot.com/
Tenho mais de cem palíndromos bolados, mas dispersos nas agendas, pelo Twitter e nos Hemetimes. A pretensão é aglutiná-los todos no Aifilia e ao mesmo tempo, criar alguns novos, conforme bata a vontade.
Essa minha obcessão pelos palíndromos é tão, sei lá, quixotesca como se eu lutasse para popularizar a Marcha Atlética no sertão de Quixadá. Mas o que posso fazer? Às vezes, a Causa escolhe o Lancelot que está à mão, não dá pra reclamar muito.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Sucesso

 

Plantei essas duas árvores, das quais nao sei a espécie, há tres anos. Continuam firmes e fortes, a foto é do domingo, 14 fev 2010. Tenho outras mudas prontas, mas nao tenho mais um espaço pra plantar. Realocar as mudas nao é apenas cavar uma cova e enterrar a plantinha. Há de se cuidar, regar eventualmente e proteger. 

Essas duas aí eu passei pelo menos um anos regando e protegendo o grajal, até que elas pudessem se virar por conta propria. Uma delas, inclusive, teve o tronco cortado ao meio devido a um tombamento. Tive que "conserta-la" de algum jeito, mas se recuperou bem.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Faith´s Fast Food


E se os portavozes de Jeová fossem donos de lanchonetes?
O Judaísmo seria uma velha taverna, administrada há séculos pela mesma família. O atual proprietário não acredita em modernices e fiado só amanhã. O cardápio é limitado, e se o cliente quiser algo mais sofisticado, pode ir ao quintal com o cozinheiro e ajudar a matar um cabrito. A decoração é sóbria e robusta: parece que os móveis foram feitos com a madeira que sobrou da Arca. Depois de forrar o bucho, o visitante sai palitando os dentes, acompanhado até a porta pelo garçom - que também vem a ser o mesmo cozinheiro, cuja bata ainda está suja de sangue. Mas ninguém reclama e a clientela é fiel.
O Cristianismo Católico é o Fast Food da fé. Num belo dia, um sabichão engravatado entrou na taverna do seu Abraão, comeu e bebeu e pensou: dá pra simplificar isso aqui. Daí, teve a idéia de montar seu próprio restaurante e ao invés de ter um curral de cabritos no quintal, comprou a carne já congelada e no formato de pequenos discos. Montou sanduíches como numa linha de montagem e a aprovação do povão foi instantânea. As opções de cardápio aumentaram quase à estratosfera, mas o carro-chefe ainda é o bom e velho BigChrist. A coisa deu tão certo que montaram-se filiais e filiais da lanchonete pelo mundo todo, padronizadas e eficientes como uma máquina de descaroçar azeitonas.
Porém, alguns franqueados começaram a se sentir injustiçados, por causa do alto custo dos royalties que tinham que ser pagos à matriz. Protestaram formalmente mas a direção geral em Roma zombou de todos eles, e a frase mais amistosa dada como resposta foi algo como: quero ver se virarem sem a gente. Então, abandonaram a franquia e aproveitando o know-how, passaram eles mesmos a fazer seus sanduíches. A nova lanchonete passou a se chamar de Lutero´s e vendia uma gororoba tão boa como a da matriz em Roma, só que o povo tinha acesso à cozinha do restaurante e podia, inclusive, dar pitacos nas receitas. Sucesso imediato!
Com as porteiras abertas, todo mundo passou a inventar suas fórmulas de sanduíche, pirateando os pirateadores. Hoje, as várias seitas, digo, lanchonetes cristãs beiram as milhares. A coisa virou um faça-você-mesmo que basta ter um galpão espaçoso para vender sua receita.
Toda essa concorrência abalou um pouco a megacorporação de Roma, mas o mastodonte é tão grande que ainda pode durar muito tempo. E quanto à taverna do seu Abraão? Continua do mesmo jeito. O velho, porém, resolveu modernizar o negócio e passou a aceitar cheque. Quem sabe, daqui a alguns anos, não instale aquela maquininha de débito em conta?